A BYD apresentou oficialmente, no mercado chinês, a nova geração do Dolphin Mini, conhecido em seu país de origem como Seagull. O hatch elétrico compacto passou por uma reformulação ampla: cresceu 42,5 cm, passou a levar cinco pessoas, ganhou porta-malas dianteiro, recebeu motor mais forte e trouxe novidades tecnológicas. A montadora ainda não confirmou data nem preço oficial para a venda no Brasil.
Motor e baterias
Na parte mecânica, o novo Dolphin Mini adota um motor elétrico de até 127 cv de potência e 130 Nm de torque, com tração traseira.
Há duas opções de bateria, e a autonomia segue o ciclo chinês CLTC:
- 30,1 kWh, com autonomia projetada de 320 km;
- 39,2 kWh, que eleva o alcance máximo para 420 km.
Um dos destaques é a tecnologia de recarga ultrarrápida. Ela foi desenvolvida para recuperar a energia da bateria em tempo recorde, usando carregadores de altíssima potência.
Dimensões e espaço interno
O projeto foi totalmente redimensionado. O elétrico agora tem 4,205 metros de comprimento, 1,810 metro de largura e 1,570 metro de altura. A distância entre-eixos é de 2,650 metros, o que favorece o espaço interno e ajuda o carro a acomodar cinco pessoas.
A capacidade de bagagem também aumentou de forma expressiva:
- porta-malas traseiro com 380 litros;
- até 1.380 litros com os bancos rebatidos;
- compartimento frontal dedicado de 94 litros.
Equipamentos e tecnologia
A lista de equipamentos recebeu novidades tecnológicas e estruturais. Entre os principais itens estão:
- o sistema avançado de assistência à condução conhecido como "Olho de Deus";
- recursos de estacionamento automático, inclusive sem motorista a bordo;
- suspensão traseira do tipo multilink;
- freios a disco nas quatro rodas;
- rodas de liga leve de 16 polegadas.
O que muda para o Brasil
O Dolphin Mini é um dos nomes mais conhecidos da BYD entre os compactos elétricos. Por isso, a nova geração desperta curiosidade no mercado brasileiro. O modelo ficou maior, ganhou espaço para bagagem, motor mais forte e uma lista de equipamentos mais completa. Mesmo assim, a BYD não informou quando, nem em que configuração, a nova geração chegaria às concessionárias do país.
Até que a marca detalhe os planos, as informações valem para a versão chinesa. Dados como autonomia, equipamentos e eventual preço podem mudar em uma futura versão brasileira. O consumidor deve aguardar o anúncio oficial da BYD antes de considerar qualquer especificação como definitiva para o Brasil.
