sexta-feira, 23 de outubro de 2026

CEO da Stellantis pede desculpas por defeitos em motores PureTech com correia banhada a óleo

Durante o Salão de Paris, o CEO da Stellantis, Antonio Filosa, pediu desculpas públicas pelos defeitos crônicos envolvendo os airbags da Takata e as falhas de lubrificação do motor três cilindros 1.2 da família PureTech. A declaração marca uma mudança de postura da montadora diante dos consumidores e tenta conter a insatisfação de proprietários de marcas como Peugeot, Citroën e Opel.

Uma mudança de postura em Paris

O pedido de desculpas foi feito em um dos principais eventos do setor, o Salão de Paris, e tem como alvo dois problemas que se arrastam há tempo: os airbags da Takata e as falhas de lubrificação do motor 1.2 de três cilindros PureTech. Ao tratar publicamente dos dois temas, a Stellantis sinaliza que decidiu encarar a questão de frente, em vez de manter distância das reclamações.

A fala do CEO busca reduzir o desgaste com os donos de veículos das marcas afetadas. Segundo a matéria original, publicada pela Quatro Rodas, esses clientes sofreram com o desgaste prematuro da correia dentada banhada a óleo no mercado europeu.

Por que a correia banhada a óleo virou problema

O princípio de banhar a correia dentada no óleo tinha uma finalidade clara: reduzir ruídos e atrito. Na prática, porém, a solução resultou em falhas sistêmicas.

O problema se desenvolve com o tempo e a contaminação do lubrificante. Nesse cenário, a borracha da correia resseca e começa a esfarelar. Os resíduos gerados circulam pelo sistema e acabam entupindo diferentes pontos do motor:

  • os dutos de óleo;
  • o filtro de admissão;
  • componentes como a bomba de vácuo dos freios.

Ou seja, a degradação da correia não fica restrita a ela: os fragmentos de borracha comprometem a lubrificação e outros itens do conjunto, o que ajuda a explicar por que as falhas são tratadas como sistêmicas.

Marcas e mercados envolvidos

Segundo a fonte, os casos de desgaste prematuro da correia foram registrados no mercado europeu, com proprietários de Peugeot, Citroën e Opel entre os que enfrentaram o problema. A menção à família PureTech indica que a discussão não é pontual, mas ligada a uma arquitetura de motor específica usada por diferentes marcas do grupo.

O que isso significa para o mercado brasileiro

O material-fonte trata da situação no mercado europeu e não detalha impactos diretos no Brasil. Ainda assim, o episódio serve de referência para quem acompanha o setor: mostra como uma solução técnica pensada para reduzir ruído e atrito pode se transformar em fonte de desgaste de imagem para a montadora quando o desempenho no longo prazo não corresponde ao esperado.

Para o consumidor brasileiro, o caso reforça a importância de acompanhar o posicionamento das fabricantes sobre problemas conhecidos e de manter atenção à manutenção e à qualidade do lubrificante, já que a contaminação do óleo é parte central do mecanismo de falha descrito. O pedido de desculpas público do CEO da Stellantis também mostra que o tema ganhou peso suficiente para ser tratado no mais alto nível da companhia.

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