segunda-feira, 19 de outubro de 2026

BYD Dolphin Mini de nova geração terá recarga de 10% a 97% em cerca de nove minutos e chega ao Brasil por volta de 2028

A BYD revelou novos detalhes da próxima geração do Seagull, vendido no Brasil como Dolphin Mini. A grande novidade é o sistema Flash Charging, que promete levar a bateria de 10% a 97% em cerca de nove minutos, desde que o carro esteja conectado a um carregador compatível. O hatch será apresentado oficialmente na China amanhã (20/10), e a chegada ao Brasil está prevista para aproximadamente 2028.

Maior, com motor traseiro e mais potente

O novo modelo foi muito além de uma troca de faróis e para-choques. O carro cresceu 42,5 cm no comprimento, chegando a 4,205 metros, e o entre-eixos ganhou 15 cm, passando para 2,65 m. Soma ainda 1,81 m de largura e 1,57 m de altura, o que o coloca em disputa mais direta com o Geely EX2.

Na mecânica, o motor saiu da dianteira e foi para o eixo traseiro. A potência passou dos 75 cv do modelo atual para 129 cv. A mudança liberou espaço para um porta-malas dianteiro de 94 litros, com revestimento plástico e um compartimento fundo sob o capô. É uma solução que o Geely EX2 já oferece e que permite separar parte da bagagem do restante da cabine.

As baterias terão 30 kWh ou 39,2 kWh, com autonomias de 320 km e 420 km pelo ciclo chinês CLTC, respectivamente. Esses números não equivalem aos do Inmetro. A maior capacidade acompanha o aumento de porte e de potência, e deixa o novo carro mais próximo dos hatches compactos do que dos pequenos urbanos.

Recarga Flash e o que ainda falta saber

Os vídeos de divulgação mostram o emblema que identifica os carros com recarga Flash. Segundo o portal espanhol TestCoches, o detalhe indica a adoção das células Blade de segunda geração em pelo menos uma configuração. Ainda falta conhecer como a tecnologia será distribuída entre as versões e qual será a potência máxima de recarga do hatch.

Design e interior

O visual mantém os vincos e recortes do modelo atual, agora com faróis mais estreitos e inclinados, que acompanham as bordas do capô. O para-choque concentra a entrada de ar na parte inferior e traz grandes áreas na cor da carroceria, contornadas por apliques pretos. Atrás, as lanternas ficaram separadas, com elementos finos que avançam sobre os para-lamas, e a placa desceu para o para-choque. O aerofólio sobre o vidro completa um desenho que continua longe de ser discreto.

Por dentro, a mudança mais polêmica é o desaparecimento do quadro de instrumentos atrás do volante. As informações de condução passam para a tela central, como nos Tesla. O painel ficou mais horizontal, e o volante de dois raios é novo. A BYD manteve uma fileira de botões e seletores físicos logo abaixo das saídas de ar centrais, incluindo o comando do câmbio.

Entre os equipamentos já mostrados estão bancos dianteiros com ajustes elétricos, função de massagem para o motorista e saída de ar para quem viaja atrás. O carro também poderá receber um sensor LiDAR no teto, associado ao pacote de assistências à condução God's Eye B.

Brasil poderá ter as duas gerações

Quem acabou de comprar um Dolphin Mini não precisa ver a apresentação chinesa como uma despedida do carro atual. Em julho, durante um evento em Camaçari (BA), Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD, confirmou que a nova geração chegará ao Brasil por volta de 2028 e será vendida ao lado do modelo produzido na fábrica baiana.

A proposta é manter o conhecido hatch como opção de entrada, enquanto o novato ficará numa faixa acima, aproveitando o ganho de espaço, potência e equipamentos. As versões brasileiras ainda não foram detalhadas, e não se sabe se elas receberão o mesmo sistema de recarga anunciado para a China. Enquanto isso, a geração atual recebeu mudanças pontuais na linha 2027: o GS ganhou novos pneus, aerofólio traseiro e a opção de interior cinza nas unidades com a nova pintura, e o GL ficou apenas com a cor adicional.

Para o mercado brasileiro, a estratégia indica que a BYD pretende ampliar a oferta de elétricos compactos sem abrir mão do modelo atual. Se a recarga em cerca de nove minutos chegar ao país, poderá reduzir uma das principais dúvidas de quem considera um elétrico pequeno, mas isso ainda depende da definição das versões nacionais.

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