sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Citroën prepara C3, Basalt e Aircross 2028 com motor 1.0 turbo, CVT e sistema híbrido leve de 12 volts

A Citroën vai adotar a hibridização leve em seus compactos. Segundo a fonte, o sistema híbrido leve de 12 volts da Stellantis, dentro do programa BioHybrid, chega ao C3, ao Basalt e ao Aircross na linha 2028, mantendo o motor 1.0 turbo e o câmbio CVT.

Hibridização leve como saída para modernizar

A marca não vive seus melhores dias, mas está distante de seus momentos mais críticos. Nesse cenário, modernizar-se é a palavra de ordem, e a hibridização leve aparece como a solução já para o próximo ano. Os modelos da Citroën passarão a usar a mesma tecnologia hoje empregada nos Fiat Pulse e Fastback, assim como nos Peugeot 208 e 2008. O mais recente Jeep Avenger traz o sistema de série.

Como funciona o conjunto

O trio "C-Cubed" da Citroën segue equipado com o motor GSE 1.0 Turbo de 115 cavalos e 20,4 kgfm, associado ao câmbio CVT que simula sete marchas. O que muda é o sistema de apoio elétrico:

  • Uma bateria de lítio de 0,132 kWh fica sob o banco do motorista.
  • O motor/gerador elétrico ocupa o lugar do tradicional alternador e funciona com um conjunto de polias e correia especiais.
  • O sistema disponibiliza 4 cavalos e 1 kgfm, o que alivia o esforço do motor nas saídas e quando o pé é forçado no acelerador.
  • Nas desacelerações, o movimento de inércia do motor faz o gerador recuperar energia e enviá-la à bateria de 12 V.

Os compactos também mantêm o sistema Start&Stop integrado e ganham indicadores de uso de energia e de recuperação. A expectativa é que o conjunto ajude a reduzir o consumo de gasolina e etanol, mas isso ainda é uma expectativa, não um resultado medido.

Vantagens fiscais

A hibridização também traz benefícios governamentais. Na cidade de São Paulo, C3, Basalt e Aircross híbridos leves são considerados como tal e obtêm desconto de 50% no IPVA e isenção de rodízio municipal. Em alguns estados, os veículos com esse tipo de sistema (MHEV) são tratados como híbridos e recolhem menos tributos, como o IPVA.

O que muda para o mercado brasileiro

Para a Citroën, a novidade é uma forma de atualizar a linha sem trocar o conjunto mecânico já conhecido, aproveitando uma tecnologia que a Stellantis já usa em outros modelos. Para o consumidor, o possível ganho de eficiência e os benefícios tributários em algumas localidades podem pesar na decisão de compra. A tecnologia entra na gama da marca com a linha 2028, no próximo ano.

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