O Fiat Fiorino completa 46 anos de mercado no Brasil em 2026. Lançado em 1980, o utilitário é apontado pela Fiat como o veículo há mais tempo em produção no país. Líder de vendas em seu segmento desde 2003, o furgão acumula mais de duas décadas na primeira posição e passou por diferentes gerações ao longo da trajetória.
Da origem no Fiat 147 às novas gerações
O Fiorino chegou ao mercado brasileiro em 1980 como Fiorino 147. Derivado do Fiat 147, primeiro modelo produzido pela marca no país, o furgão foi desenvolvido para transportar cargas leves com uma estrutura baseada em um automóvel de passeio, buscando reduzir custos de aquisição, manutenção e operação.
A primeira geração tinha carroceria fechada e media 3,78 metros de comprimento. Havia duas opções de motorização, conforme o combustível: 61 cv de potência e 9,9 kgfm de torque com gasolina, ou 62 cv e 11,5 kgfm com etanol.
Em 1982, o modelo passou a contar com a dianteira Europa e ganhou novas configurações:
- Settegiorni: permitia transportar passageiros com bancos rebatíveis;
- Vetrato: tinha vidros no compartimento de carga;
- Combinato: oferecia bancos laterais traseiros.
As configurações demonstravam a versatilidade do modelo, que também contava com bagageiro instalado sobre a cabine para ampliar a capacidade de transporte.
Em 1988, o Fiorino 147 deixou de ser produzido e deu lugar a uma nova geração baseada no Fiat Uno, com desenho atualizado, maior capacidade de carga e melhorias de desempenho e economia de combustível. O compartimento de carga comportava até 2.700 litros, e a capacidade de carga chegava a 540 kg. Durante as décadas de 1990 e 2000, o utilitário recebeu aprimoramentos para acompanhar as necessidades dos profissionais que o usavam no trabalho.
A terceira geração foi lançada em 2014, sobre a plataforma do Novo Uno. A mudança trouxe carroceria maior e ampliou a capacidade de carga para 650 kg. Na configuração inicial, o furgão passou a usar o motor 1.4 EVO flex, com foco na utilização urbana e dimensões adequadas para entregas e transporte de mercadorias em áreas de circulação mais restrita.
O Fiorino de hoje
O Fiorino vendido atualmente conta com motor 1.3 flex, que desenvolve até 107 cv de potência e 134 Nm de torque com etanol. Segundo a Fiat, a mudança representou um ganho de 31 cv e aumento de 11,67% no torque em relação à motorização anterior.
De acordo com os dados divulgados pela marca, o consumo chega a 12,4 km/l na cidade e 13,6 km/l na estrada, ambos com gasolina.
- Compartimento de carga com capacidade volumétrica de 3,3 m³;
- Capacidade de transporte de até 650 kg;
- Portas traseiras com abertura de até 180 graus, que facilitam o acesso às mercadorias.
Entre os equipamentos estão direção elétrica, controle de estabilidade, assistente de partida em rampa, alerta de frenagem de emergência, sensor de temperatura externa e monitoramento da pressão dos pneus.
Longevidade e reconhecimento
Ao longo de 46 anos, o Fiorino acompanhou mudanças no mercado de veículos comerciais leves, passando de uma derivação do 147 para um furgão desenvolvido para atender às demandas de profissionais e empresas. A longevidade do modelo está associada à sua utilização no transporte de mercadorias e nas operações de entrega urbana.
A Fiat também destaca o histórico de premiações do utilitário que, em 2025, esteve entre os modelos da marca que mais receberam reconhecimentos, ao lado da picape Strada.
Para o mercado brasileiro, a trajetória do Fiorino mostra como um utilitário compacto, focado em custo de operação e uso urbano, pode se manter relevante por décadas. Com a liderança no segmento desde 2003, o furgão segue como referência para quem depende de entregas e transporte de cargas leves.
