A Chevrolet S10 Trail Boss 2027, avaliada ao preço de R$ 341.290, aposta no visual escurecido e numa proposta aventureira mais extrema. Na avaliação do Notícias Automotivas, a picape agrada pelo comportamento ao dirigir, mas fica devendo itens de conforto e assistência que seriam esperados para esse valor.
Uma S10 mais aventureira
A S10 já havia recebido a série especial dos 100 anos da GM no país, e o mercado pediu algo semelhante, o que deu origem à Trail Boss. A versão vai além da estética e traz mudanças mecânicas: suspensão mais elevada, pneus exclusivos e outros ajustes para quem quer se divertir fora do asfalto.
Por fora, o destaque são os detalhes em preto fosco na grade, com o logotipo Trail Boss, e o black bow tie no frontal. A suspensão Ironman fica cerca de 30 mm mais alta, com amortecedores reforçados e molas vermelhas na dianteira. Há rodas de liga leve aro 18 escurecidas e exclusivas, calçadas com pneus de uso misto Pirelli Scorpion All Terrain, além de estribos tubulares com plataformas, barras no teto, santantônio tubular customizado e extensores na caçamba.
A caçamba é revestida, tem capota marítima, trava elétrica na tampa e uma bag para proteção de bagagens. Segundo a avaliação, a aparência lembra bastante a Z71, com faixas decorativas no capô e na tampa da caçamba como diferencial.
Mecânica e comportamento
A Trail Boss usa o motor Duramax 2.8 diesel de 207 cavalos a 3.200 rpm, com torque de 52 kgfm a 2.000 rpm, câmbio automático de oito marchas e tração 4×4 com reduzida. Mesmo com 2.150 kg, vai de 0 a 100 km/h em 9,4 segundos, com velocidade final limitada a 180 km/h.
O conjunto é descrito como suave, com boas arrancadas, trocas fluidas e ultrapassagens e retomadas satisfatórias. A suspensão Ironman ajuda a manter o bom controle dinâmico mesmo em vias esburacadas, e a direção elétrica e os freios são considerados condizentes. Nas curvas, a traseira sai um pouco, mas a recuperação direcional garante o controle.
- Consumo na cidade: 9,4 km/l
- Na estrada a 80 km/h: 14,6 km/l
- Na estrada a 100 km/h: 13,6 km/l
- Na estrada a 120 km/h: 12,3 km/l
Com isso, a autonomia pode passar de 1.000 km na estrada. A 110 km/h, o motor gira a 1.750 rpm, o que favorece o conforto em viagens longas.
Onde a versão peca
Dentro da cabine, o ambiente tem acabamento escurecido, bancos de couro preto com detalhes em tecido e bordado Trail Boss nos apoios de cabeça. O sistema multimídia conta com Bluetooth e Wi-Fi, Android Auto e CarPlay funcionando bem, OnStar, câmera de ré, ar-condicionado digital e carregador indutivo.
O problema está no que falta. O banco do motorista não tem ajuste elétrico, não há saídas de ar no banco traseiro e falta apoio de braço central atrás. No pacote ADAS, há alerta de tráfego traseiro e o alerta de colisão atua bem, mas o alerta de faixa é simples e não há controle de cruzeiro adaptativo (ACC). Para a avaliação, o preço cobra mais nesses itens.
Concorrência e o que esperar
Entre as rivais, a avaliação cita a Mitsubishi Triton Savana, por R$ 334.990 em preço reduzido temporariamente. Ela é mais chamativa, parruda e equipada, mas perde em conforto no dia a dia para a S10 Trail Boss. A S10 não tem mais a versão GR Sport, e Ranger, Dakota e Titano não possuem versão dedicada à mesma proposta.
Para o mercado brasileiro, a Trail Boss atende bem quem busca diversão e conforto no dia a dia numa picape com visual aventureiro. Quem prioriza sistemas de bordo e tecnologia, porém, vai encontrar uma lista de equipamentos aquém do valor cobrado. O conjunto é bom, mas tem espaço para melhorar.
