Antes de virarem sinônimo de superesportivos assinados pelas próprias montadoras, as divisões esportivas de fábrica tiveram começos bem diferentes entre si. Duas das mais conhecidas são a AMG, ligada à Mercedes, e a BMW M GmbH, e suas histórias ajudam a entender como a preparação de carros para competição virou uma linha de produtos dentro das marcas. A lista de 10 divisões esportivas inclui ainda nomes como a Nismo.
AMG: de preparadora independente a marca do grupo
Fundada em 1967, a AMG era uma empresa independente que preparava carros da Mercedes para competições. Ou seja, nasceu fora da estrutura da montadora, atuando sobre modelos que já existiam.
A relação mudou a partir de 1993, quando a AMG foi absorvida pela Daimler-Benz e passou a ser uma marca própria do grupo. A empresa que antes trabalhava de fora para a Mercedes se tornou parte da própria organização.
O SLS, lançado em 2009, foi o primeiro projeto exclusivo da AMG. Mesmo assim, os modelos de linha da Mercedes preparados pela divisão nos anos 1990 continuam muito desejados. O precursor dessa série é o C 36 AMG, de 1993, que marca justamente o ano em que a AMG passou a integrar a Daimler-Benz.
BMW M GmbH: das corridas aos superesportivos
Desde 1972, a BMW M GmbH centraliza todos os projetos relacionados a corridas da marca. Com o tempo, a divisão deixou de cuidar apenas da competição e passou a desenvolver kits e versões superesportivas de modelos da BMW.
O primeiro projeto da M foi o cupê 3.0 CSL. Entre os modelos icônicos da divisão estão:
- o raro M1, de 1978;
- o M3 E30, de 1986.
Dois caminhos para o mesmo objetivo
Os dois casos mostram trajetórias distintas. A AMG começou como preparadora independente e só depois foi incorporada ao grupo que fabricava os carros que ela modificava. A BMW M GmbH, por sua vez, foi criada para concentrar os projetos de corrida da própria marca e, a partir daí, ampliou a atuação para versões esportivas de modelos de linha.
Em ambos os casos, o conhecimento adquirido nas pistas deu origem a carros de rua que se tornaram objeto de desejo, como o C 36 AMG e o M3 E30.
O que isso significa para o mercado brasileiro
Conhecer a origem dessas divisões ajuda o entusiasta brasileiro a entender o que está por trás das siglas AMG e M. Elas representam décadas de ligação entre competição e produção em série, algo que também interessa a quem acompanha o mercado de clássicos e de modelos esportivos desejados. Conhecer essa história é útil para quem avalia esses carros ou simplesmente gosta de acompanhar a evolução do segmento.
