quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Kia Tasman PGL chega por R$ 319.990 e mira Hilux, Ranger e S10

A Kia oficializou o início das vendas da Tasman PGL, configuração topo de linha da picape no Brasil, por R$ 319.990. A versão chega apenas dois meses depois da estreia da GL, de entrada, e aposta em uma longa lista de equipamentos de série para disputar espaço com as principais rivais do segmento de picapes médias sobre chassi.

O que muda na Tasman PGL

Diferente da GL, tabelada originalmente em R$ 249.990 e reajustada recentemente para R$ 269.990, a PGL investe em digitalização e segurança ativa. A parte mecânica é preservada: o motor é o 2.2 Smartstream turbodiesel, com 210 cv de potência e 45 kgfm de torque, associado ao câmbio automático de oito marchas e à tração 4x4.

Entre as novidades de série estão:

  • pacote ADAS completo, com piloto automático adaptativo, frenagem autônoma de emergência e detecção de ponto cego;
  • telas integradas que somam 29,6 polegadas;
  • estribos de fábrica;
  • revestimento interno em Altaica.

Segundo a fabricante, a caçamba tem 1.173 litros e pode levar 1.007 kg de carga. A Kia também oferece garantia de fábrica de cinco anos, sem limite de quilometragem.

Como a PGL se compara às rivais

Ao mirar a faixa acima dos R$ 300 mil, a Tasman PGL entra em rota de colisão com as três grandes referências do mercado nacional, cada uma defendendo um pilar diferente.

A Toyota Hilux é a líder histórica do segmento e aposta na reputação de robustez mecânica e no alto valor de revenda. Equipada com o motor 2.8 turbodiesel de 204 cv, foca um público tradicionalista e frotistas do agronegócio. Enquanto a Tasman tenta atrair pelo design, com linhas retas e caixas de roda destacadas, e pelos itens tecnológicos de série, a Toyota responde com confiabilidade consolidada e menor desvalorização histórica.

A Ford Ranger é apontada como a picape mais moderna e com melhor dinâmica de condução do segmento desde a última renovação de plataforma. Nas versões intermediárias e de topo, com motor V6 de 250 cv, dita as regras em desempenho e refinamento de suspensão. A Tasman PGL se aproxima dela em sofisticação tecnológica e assistências eletrônicas, mas o motor 2.2 de quatro cilindros ainda precisa provar que entrega a mesma suavidade e elasticidade em rodovia que o seis cilindros da concorrente.

Já a Chevrolet S10, recentemente atualizada com foco em conforto interno e melhorias no motor 2.8 Duramax de 207 cv, tem como trunfos a rede de concessionárias capilarizada e os custos de manutenção previsíveis, com forte apelo no uso misto, urbano e rural. Contra ela, a Tasman joga o maior espaço interno da categoria, impulsionado pelo entre-eixos de 3.270 mm, e uma identidade visual mais exótica que se afasta do perfil conservador da S10.

Novos concorrentes a caminho

A disputa tende a ficar ainda mais intensa. A nova geração da Volkswagen Amarok chegará da Argentina em 2027. No mesmo ano, a Toyota Hilux muda de geração e virá da Argentina com versões híbridas leves de 48 Volts. A Ford Ranger terá versão híbrida plug-in flex a partir do ano que vem.

Outro nome que pode aparecer em 2027 é a Caoa Chery Himla, apresentada no Salão do Automóvel em novembro de 2025 e ainda em estudo para o mercado brasileiro, onde as picapes já respondem por 20% das vendas no cômputo geral.

O que a chegada da PGL significa para o mercado

Com a Tasman PGL, a Kia sinaliza que não pretende ser apenas uma opção de nicho. A marca desafia, ao mesmo tempo, o conservadorismo da Hilux, o desempenho da Ranger V6 e a versatilidade da S10 com um pacote tecnológico fechado. A estratégia é quebrar a fidelidade do consumidor brasileiro de picapes, apoiada em design diferenciado, equipamentos de série e na garantia de cinco anos sem limite de quilometragem. Para o comprador, o segmento ganha uma alternativa a mais antes da chegada das rivais eletrificadas.

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