A nova geração da Toyota Hilux começa a chegar ao mercado brasileiro no início de 2027, depois de iniciar as entregas na Argentina em dezembro de 2026. A picape média será produzida na fábrica de Zárate, na Argentina, e trará visual atualizado, cabine redesenhada e opções de motorização eletrificada para enfrentar Ford Ranger e Chevrolet S10.
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Lançamento em etapas no Brasil
O lançamento brasileiro será feito em fases. Inicialmente, a Hilux será oferecida com o conhecido motor 2.8 turbodiesel de quatro cilindros, sem eletrificação, que atualmente entrega 204 cv e 50,9 kgfm de torque nas configurações automáticas. O propulsor continuará associado ao câmbio automático de seis marchas, com tração 4x4 nas versões correspondentes.
A principal novidade mecânica fica para o segundo trimestre de 2027, quando a Toyota deverá ampliar a gama com a versão híbrida leve de 48 Volts. A potência deverá permanecer em 204 cv, conforme a configuração internacional.
Vantagem 1: motor 2.8 turbodiesel com sistema híbrido leve
O sistema MHEV de 48 Volts utiliza uma bateria de íons de lítio, um motor-gerador elétrico e um conversor de energia. Ele auxilia o motor a combustão nas arrancadas e acelerações e permite um funcionamento mais suave do sistema start-stop. A tecnologia não transforma a Hilux em uma picape capaz de rodar apenas com eletricidade, mas contribui para reduzir consumo e emissões.
Na configuração internacional, o conjunto desenvolve 204 cv a 3.400 rpm e 50,9 kgfm de torque entre 1.600 e 2.800 rpm. A transmissão automática de seis velocidades deverá continuar sendo utilizada, assim como a tração 4x4 com reduzida nas variantes mais equipadas.
Vantagem 2: cabine mais moderna
A cabine será um dos pontos de maior evolução. O painel será redesenhado, com inspiração em veículos como o Land Cruiser, e terá quadro de instrumentos digital de até 12,3 polegadas e central multimídia com tela de mesmas dimensões, dependendo da versão. A nova arquitetura interna também contempla conectividade sem fio para Apple CarPlay e Android Auto, entradas USB-C e novos recursos de assistência à condução.
A Toyota promete ainda melhorias no conforto e na ergonomia, com posição de dirigir mais moderna e comandos reorganizados. A mudança deverá aproximar a Hilux do padrão de tecnologia das versões mais sofisticadas da Ford Ranger, que se tornou referência nesse aspecto.
Vantagem 3: visual novo, base conhecida
A dianteira ficará mais agressiva, com faróis estreitos, grade frontal redesenhada, capô de aparência mais elevada e para-choques com linhas angulosas. O conjunto segue a filosofia de design Tough & Agile, que combina robustez e dinamismo.
Apesar da renovação, a picape mantém a plataforma utilizada desde 2015 e o entre-eixos de 3,085 metros. Na configuração internacional, as dimensões ficam próximas das atuais, com aproximadamente 5,32 metros de comprimento e 1,85 metro de largura.
Vantagens 4 e 5: robustez e rede de concessionárias
A Toyota pretende preservar os atributos que fizeram da Hilux uma referência entre as picapes médias. A construção sobre chassi continua, com suspensão dianteira independente de braços duplos triangulares e eixo rígido traseiro com molas semielípticas, solução voltada para uso severo e cargas elevadas. A reputação de robustez e durabilidade segue como um dos pontos mais valorizados pelos compradores.
A picape tem presença consolidada no agronegócio, em empresas de serviços e entre consumidores que precisam de um veículo para uso intenso. A ampla rede de concessionárias da Toyota contribui para manutenção e assistência em diferentes regiões do Brasil, e o histórico de valorização no mercado de usados costuma pesar na decisão de compra.
O que os concorrentes preparam
A concorrência também prepara novidades. A Ford Ranger ganhará uma versão híbrida plug-in flex produzida na Argentina, com estreia prevista para 2027. Já a Chevrolet S10 continuará apostando no motor 2.8 turbodiesel, enquanto a Toyota buscará combinar sua tradição de robustez com uma picape mais moderna.
Dados principais da nova Hilux
- Chegada ao Brasil: início de 2027, com entregas na Argentina a partir de dezembro de 2026
- Produção: fábrica de Zárate, na Argentina
- Motor inicial: 2.8 turbodiesel de quatro cilindros, 204 cv e 50,9 kgfm, câmbio automático de seis marchas
- Híbrida leve de 48 Volts: segundo trimestre de 2027, com potência prevista de 204 cv
- Hilux 100% elétrica: produção na Argentina no final de 2027 e chegada ao Brasil em 2028
- Elétrica: dois motores, bateria de 59,2 kWh, cerca de 196 cv e autonomia de cerca de 240 km no ciclo WLTP
- Capacidade de carga: entre 1.000 e 1.015 kg nas versões de cabine dupla
- Reboque: até 3.500 kg
- SW4: produção prevista na Argentina entre março e abril de 2027
Carga, reboque e versão elétrica
A configuração brasileira atual tem capacidade de carga próxima de uma tonelada, dependendo da versão, e reboque de até 3.500 kg. A nova geração deverá manter esses números nas versões turbodiesel convencionais e híbridas leves, conforme a homologação de cada configuração.
A Hilux 100% elétrica deverá atender principalmente frotistas e operações com trajetos previsíveis. A renovação também deverá alcançar a SW4, SUV derivado da picape.
Para o comprador brasileiro, a mensagem é de continuidade com atualização: a Hilux mantém robustez, capacidade de carga e reboque, mas passa a oferecer cabine mais moderna, novos equipamentos de segurança e alternativas de eletrificação. Preços ainda não foram divulgados, e a decisão entre Hilux, Ranger e S10 dependerá desses valores e da homologação de cada versão.
