Em 1980, a Fiat lançou no Brasil o Fiorino, um pequeno furgão derivado do então Fiat 147. A chegada ampliou o portfólio da marca italiana no mercado nacional. Mais de quatro décadas depois, o modelo continua à venda. Está em sua terceira geração e mantém presença permanente no Top 10 dos comerciais leves.
A origem sobre a base do Fiat 147
O Fiorino chamou a atenção do público logo no início por ser o primeiro a oferecer um espaço de carga de ampla capacidade sobre a base de um veículo de passeio. Esse conceito reduzia custos e facilitava a manutenção. São ideias que seguem válidas num segmento que valoriza o baixo custo de operação.
A primeira geração teve versões voltadas também ao transporte de passageiros. Em 1982, a linha ganhou três variações:
- Settegiorni: para passageiros, com bancos rebatíveis;
- Vetrato: sem bancos traseiros e com vidros;
- Combinato: com bancos laterais traseiros.
Da segunda à terceira geração
Em 1988, o Fiorino derivado do 147 saiu de cena e deu lugar ao Fiorino Furgão, baseado no consagrado Fiat Uno. Com a chegada do sucessor, o furgão passou a comportar até 2.700 litros e 540 kg. Nos anos 90, o modelo ganhou uma variante maior e mais versátil.
Em 2014, a Fiat apresentou a terceira e atual geração, que usa a plataforma do Novo Uno. Naquele lançamento, o Fiorino tinha capacidade para 650 kg, baú de 3,3 m³ e motor 1.4 Evo flex. A geração segue em produção na fábrica de Betim (MG).
Motor 1.3 flex e eficiência
A atualização mais recente trouxe o motor 1.3 flex, que entrega até 107 cavalos de potência e 13,6 kgfm de torque com etanol. Segundo a matéria-fonte, isso representa ganho de 31 cavalos e de 11,67% a mais de torque em relação ao propulsor anterior.
A eficiência energética também evoluiu. Com gasolina, o consumo chega a 12,4 km/l no ciclo urbano e a 13,6 km/l no ciclo rodoviário.
O que o Fiorino representa para o mercado brasileiro
O Fiorino atravessou quatro décadas e meia trocando de base, de motor e de geração, sem abandonar a proposta original de um utilitário compacto, de custo de operação contido e boa capacidade de carga. Para frotistas e pequenos empreendedores, que fazem do custo de operação um critério central, essa continuidade ajuda a explicar por que o modelo continua entre os comerciais leves mais vendidos do país, com presença constante no Top 10 do segmento.
