O Honda Civic Type R chega à linha 2027 com pequenas mudanças no conjunto mecânico, no acabamento e na tecnologia. A principal notícia, porém, é o que não mudou: a Honda decidiu não aumentar a potência do esportivo, que segue entregando 315 cv e 42,8 kgfm de torque. No Brasil, o modelo ainda consta no site da marca, embora não seja fácil encontrá-lo nas lojas.
Mecânica: mesma potência, ajustes finos
O motor K20C 2.0 recebeu uma nova tampa plástica, inspirada no visual dos antigos Type R. A fabricante japonesa também recalibrou o software de sincronização de rotações, com o objetivo de tornar as reduções de marcha mais suaves e melhorar a resposta do conjunto.
A força continua sendo enviada exclusivamente às rodas dianteiras, por meio de um diferencial de deslizamento limitado e do câmbio manual de seis marchas.
Mesmo sem ganhar potência, o Civic Type R está longe de ser um carro lento. Ele acelera de 0 a 100 km/h em cerca de 5 segundos e pesa apenas 1.446 kg em ordem de marcha. Segundo a matéria original, isso transmite uma sensação de desempenho ainda maior em velocidade, justamente quando a vantagem de tração dos modelos com sistema integral deixa de ser tão importante.
Acabamento e tecnologia
A linha 2027 traz novidades visuais e de equipamentos:
- nova cor Cinza Meteorito Metálico na paleta;
- bancos esportivos aquecidos, com três níveis de ajuste, agora como equipamento de série;
- revestimentos com acabamento semelhante ao camurça, com novo desenho perfurado e listras pretas;
- alavanca de câmbio, maçanetas das portas e detalhes do console com acabamento em cinza escuro;
- Ultrasuede na parte superior das portas e do painel de instrumentos, material que, segundo a Honda, ajuda a diminuir reflexos no para-brisa.
Na parte tecnológica, o sistema multimídia passa a contar com Google Assistente e Alexa integrados. O console central também ganhou duas portas USB-C, posicionadas perto do carregador de celular por indução.
A Honda ainda aprimorou o sistema de assistência à permanência em faixa e acrescentou uma função de frenagem pós-colisão. São itens que não devem ser os principais argumentos de compra de um Civic Type R, mas ajudam a tornar o modelo mais completo para o uso cotidiano.
Disponibilidade no Brasil e o foco no Prelude
No Brasil, o Civic Type R tem preço sugerido de R$ 430.500, mas não é fácil de ser encontrado. Segundo a assessoria de imprensa da Honda, enquanto ainda existir pelo menos uma unidade em alguma concessionária no país, o carro é considerado disponível.
Por ora, o foco da marca japonesa por aqui é vender o cupê Prelude. A pré-venda do modelo terminou no final de setembro, com 50 unidades reservadas por R$ 380 mil cada. Depois dessa fase, a fabricante preferiu não dizer quantas unidades vão chegar ao Brasil.
O Prelude combina um motor 2.0 a gasolina de ciclo Atkinson, que gera 143 cv, com dois motores elétricos de 184 cv. A potência combinada é de 203 cv, com 32,1 kgfm de torque. O consumo, pelo Inmetro, é de 15,7 km/l na estrada e 17,9 km/l na cidade. A Honda não divulga oficialmente o tempo de 0 a 100 km/h, mas a estimativa é de 7,8 segundos, com velocidade máxima de 180 km/h.
O rival que mais se aproxima do Prelude atualmente no Brasil é o Toyota GR Yaris, que é movido apenas a combustão. O primeiro lote, de 99 unidades, foi todo vendido, e o esportivo parte de R$ 354.990. Um segundo lote com o mesmo volume deve chegar até o final do segundo semestre, totalizando 198 unidades em 2026.
O que isso significa para o mercado brasileiro
Para o entusiasta brasileiro, a linha 2027 do Civic Type R mostra uma Honda que prefere refinar a receita a mexer na potência. Ainda será preciso esperar pelos primeiros testes para saber se as mudanças no motor, no câmbio e no chassi fazem diferença ao volante. Por enquanto, os 315 cv seguem sendo suficientes para garantir desempenho de sobra, e o Type R continua entre os conjuntos mais interessantes entre os esportivos de tração dianteira. A dúvida está na oferta: com o foco da marca no Prelude, encontrar um Type R nas lojas segue sendo o desafio.
