segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Novo BYD Dolphin Mini terá velocímetro na central multimídia

A nova geração do BYD Dolphin Mini não terá painel de instrumentos atrás do volante. A mudança foi confirmada por esboços oficiais do interior divulgados na quinta-feira (24) por Zhang Zhuo, diretor-geral de vendas da linha Ocean da BYD, depois de o carro aparecer em documentos do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China (MIIT) e em flagras.

Com isso, informações como velocidade, autonomia e hodômetro passarão a ser exibidas diretamente na central multimídia, que ficará maior e mais destacada no topo do painel. A BYD ainda não informou o tamanho da nova tela, hoje de 10,1″, nem detalhou como alertas e demais dados de condução serão apresentados na versão de produção. A ausência do quadro já havia sido notada em um flagra recente do protótipo.

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Nova geração do BYD Dolphin Mini (Foto: MIIT | Divulgação)

Outra mudança é o fim da função giratória: a central terá posição fixa, seguindo a tendência dos lançamentos mais recentes da marca. Sem a tela à frente do motorista, a parte superior do painel ficou mais plana.

Na parte inferior do console, os dois porta-copos e o carregador de celular por indução permanecem. O console, porém, passa a ter dois níveis e reúne ainda menos botões físicos, agora concentrados em uma fileira horizontal abaixo das saídas de ar centrais. A alavanca de câmbio também muda de lugar e vai para uma haste na coluna de direção, atrás do volante de dois raios.

Entre-eixos de Volkswagen T-Cross

Segundo o MIIT, o novo Dolphin Mini mede 4,21 m de comprimento, 1,81 m de largura, 1,57 m de altura e 2,65 m de entre-eixos, praticamente a mesma distância entre eixos do Volkswagen T-Cross. O modelo atual tem 3,78 m de comprimento, 1,72 m de largura, 1,58 m de altura e 2,50 m de entre-eixos. O registro chinês prevê lotação para cinco ocupantes.

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Nova geração do BYD Dolphin Mini (Foto: MIIT | Divulgação)

O visual também foi renovado. A nova geração mantém a identidade do modelo, com linhas mais modernas. Na dianteira, o para-choque ganhou recortes mais marcantes, e os faróis ficaram maiores e mais alongados. Na lateral, a carroceria mantém a linha de cintura ascendente e os vincos na parte inferior das portas. A principal novidade está na coluna C, redesenhada e com um aplique plástico maior.

Motor mais potente que o do Dolphin GS

Na mecânica, o motor elétrico de 129 cv substitui o atual, de 75 cv, e supera até o do Dolphin GS, de 95 cv. A velocidade máxima homologada sobe de 130 km/h para 150 km/h. A bateria de fosfato de ferro-lítio (LFP) terá duas opções: 30 kWh e 39,2 kWh. A primeira permite rodar 320 km, e a segunda, 420 km, sempre no ciclo chinês CLTC, mais otimista que o padrão usado pelo Inmetro no Brasil.

Conhecido informalmente como “Great Seagull” na China, o novo modelo deverá coexistir com o atual Dolphin Mini. A BYD pretende manter as duas gerações à venda, ambas posicionadas abaixo do Dolphin GS.

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Nova geração do BYD Dolphin Mini (Foto: MIIT | Divulgação)

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