A Geely apresentou na China o Geely Smart Charge, nova tecnologia de recarga que promete acirrar a disputa estrutural com a BYD. O sistema entrega até 2.250 kW de potência em um único cabo, é guiado pelo modelo de inteligência artificial Xingrui PowerMind e, segundo a fonte, estabelece um novo recorde para a indústria automotiva. O objetivo é reduzir o tempo de parada a níveis comparáveis ao de um abastecimento com gasolina.
Recarga guiada por inteligência artificial
O núcleo da solução é o Xingrui PowerMind, modelo de inteligência artificial que comanda todo o processo de carregamento. Em vez de simplesmente despejar energia na bateria, o sistema ajusta dinamicamente a potência enviada ao longo da recarga, de acordo com o comportamento térmico do conjunto.
Essa lógica é o que permite trabalhar com potências tão elevadas em um único cabo, sem abrir mão da integridade do componente.
Gerenciamento térmico preditivo
A inovação se apoia em um rigoroso controle de temperatura de caráter preditivo. O software consegue antecipar as variações térmicas das baterias em 30 segundos e, com isso, regula a energia fornecida antes que o calor se torne um problema.
- A temperatura média do componente não passa de 55°C;
- Os picos térmicos ficam restritos a 65°C;
- A antecipação das variações de temperatura é feita com 30 segundos de antecedência.
Proteção das células da bateria
Na prática, o controle térmico protege as células contra a degradação acelerada, um sintoma comum em ciclos frequentes de carga pesada. Esse ponto é central: recargas muito potentes costumam levantar dúvidas sobre a durabilidade do conjunto, e a proposta da Geely é justamente manter o desempenho sem sacrificar a vida útil das baterias.
O que significa para o mercado brasileiro
O anúncio reforça a rivalidade entre Geely e BYD, duas marcas que disputam espaço no segmento de eletrificados e que movimentam também o cenário brasileiro. A corrida por recargas cada vez mais rápidas indica para onde caminha a indústria: paradas curtas, comparáveis às de um posto de combustível, tendem a ser um dos argumentos mais fortes para convencer o consumidor ainda reticente com o carro elétrico. Por ora, a tecnologia foi apresentada na China, e a fonte não detalha prazos ou planos de chegada ao Brasil.
