A Toyota do Brasil concluiu a primeira etapa da reconstrução de sua fábrica de motores de Porto Feliz (SP) e iniciou a retomada gradual da produção. A unidade havia sofrido danos severos após um evento climático ocorrido há cerca de um ano e está sendo reconstruída no mesmo local. Nesta primeira fase, a planta volta a operar o processo de fundição, com previsão de que, até o fim de 2026, cerca de 150 colaboradores retornem às atividades, com capacidade inicial para aproximadamente 400 motores por dia.
Produção do Yaris Cross segue em condomínio industrial
Enquanto a reconstrução avança, as etapas de usinagem e montagem continuam sendo realizadas em um condomínio industrial de Porto Feliz. Essa estrutura provisória mantém a produção dos motores flex utilizados pelo Toyota Yaris Cross e seguirá em operação até que a transferência para a nova fábrica seja concluída de forma gradual. A operação plena da unidade reconstruída está prevista para 2028, quando a planta deve contar com processos modernizados, maior produtividade e capacidade ampliada para a fabricação de motores híbridos flex destinados tanto ao mercado brasileiro quanto às exportações.
Parte de um ciclo de investimentos bilionário
A reconstrução de Porto Feliz integra o ciclo de investimentos de R$ 11,5 bilhões anunciado pela Toyota para o Brasil até 2030, estratégia que envolve produção nacional, novas tecnologias, exportações e fortalecimento da cadeia local de fornecedores. Durante o período de recuperação da unidade, fábricas da Toyota no Japão, Europa e Ásia forneceram motores e componentes, o que permitiu que a produção de veículos no Brasil fosse retomada cerca de 40 dias após o incidente — uma resposta que evitou uma paralisação mais longa da linha de montagem no país.
O avanço da reconstrução em Porto Feliz reforça o compromisso da Toyota com a manufatura local em um momento em que o mercado brasileiro segue de olho na expansão da eletrificação e na diversificação da matriz de motorização das montadoras instaladas no país. A combinação entre suporte de outras fábricas globais e um plano de investimento de longo prazo sinaliza que a marca aposta na continuidade da produção nacional, com a fábrica reconstruída projetada para atender tanto a demanda interna quanto compromissos de exportação a partir de 2028.
