quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Ferrari SF90 Spider se parte ao meio em acidente na Austrália e motorista sai ileso

Uma Ferrari SF90 Spider se partiu em duas depois de bater em uma árvore em Gold Coast, na Austrália. Apesar da violência da cena, o motorista saiu andando do carro e, poucas horas depois, já estava nas redes sociais agradecendo à Ferrari por estar vivo.

O que se sabe sobre o acidente

A batida aconteceu por volta das 9h15 de sábado. Ao volante estava Sam Gordon, investidor imobiliário e influenciador conhecido na região. Segundo a Polícia de Queensland, o carro saiu da pista e colidiu com uma árvore.

  • Nenhum outro veículo se envolveu no acidente.
  • Ninguém mais se feriu, embora a batida tenha ocorrido a poucos metros de uma via de pedestres.
  • Gordon foi avaliado no local por ferimentos sem risco de morte e, de acordo com o serviço de ambulância de Queensland, nenhum ocupante precisou de atendimento médico.

A causa segue sem definição oficial. A Polícia de Queensland afirma que a investigação está em andamento e não informou se o motorista foi autuado.

Por que o carro se dividiu em dois

As imagens que circularam nas redes mostram o tamanho do impacto: a metade dianteira do Ferrari parou sobre um gramado ao lado da via, enquanto toda a traseira, com o V8 biturbo, o câmbio e os componentes híbridos, ficou a alguns metros de distância. Boa parte da frente parece pouco danificada, o que sugere que rodas, para-choque e faróis não sofreram impacto direto.

Pode parecer falha catastrófica, mas é quase o contrário. Como em outros superesportivos de motor central, a traseira do SF90 (motor, câmbio e subchassi) é parafusada ao monocoque de fibra de carbono e alumínio. A ideia é criar zonas de deformação programada na frente e atrás, enquanto a célula central, onde fica o motorista, permanece íntegra. Foi exatamente o que aconteceu: a estrutura externa se desfez e absorveu a energia da batida, e a cabine resistiu.

A cena tem um antecedente famoso. Em 2006, um Ferrari Enzo também se dividiu em dois em um acidente a alta velocidade na Califórnia.

O superesportivo híbrido envolvido

A SF90 Spider combina um V8 4.0 biturbo com três motores elétricos e entrega 1.000 cv no conjunto. Só o motor a combustão rende 81,6 kgfm. A bateria de 7,9 kWh garante cerca de 25 km em modo elétrico, e a Ferrari declara 0 a 100 km/h em 2,5 segundos e velocidade máxima de 340 km/h.

As chances de o carro voltar à rua são praticamente nulas, a menos que alguém encare uma reconstrução muito ambiciosa.

O recado do motorista

Na publicação em que confirmou estar bem, Gordon agradeceu publicamente à Ferrari por construir, nas palavras dele, um carro que protege o motorista antes de tudo.

Para o mercado brasileiro, o caso serve como lembrança de como a engenharia de segurança dos superesportivos modernos funciona: a destruição visível da carroceria faz parte do projeto, e o que importa é a preservação da cabine. Enquanto a investigação não define a causa, o episódio mostra, na prática, o papel das zonas de deformação programada em um acidente grave.

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