O Piaggio BV400 S é um scooter que se posiciona acima dos modelos urbanos mais comuns no Brasil, com design clássico europeu, acabamento de alto nível e desempenho considerado surpreendente. O preço, porém, é elevado: R$ 69.990. O WM1 testou o modelo e avalia que ele agrada pelo estilo e pelo status, mas cobra caro pelo conjunto.
Piaggio no Brasil
A presença da marca no mercado brasileiro ainda é discreta. A Piaggio foi fundada na Itália em 1884 por Rinaldo Piaggio, em Gênova, e tem sede atual na Toscana. No País, é representada pela 2W Motors, que começou as operações em 2022 com os triciclos Piaggio Ape. Desde 2025, a empresa ampliou a linha com scooters da própria Piaggio e também da Vespa, outra marca italiana conhecida.
A linha Piaggio é composta pelos modelos:
- Liberty 150;
- Liberty Sport 150;
- BV400 S;
- MP3 Exclusive 530, um exótico triciclo com duas rodas na frente.
Design e especificações
O BV400 S é uma espécie de "scooter de gente fina": fica em um segmento acima dos scooters de marcas generalistas como Honda, Yamaha e Dafra SYM. O visual traz banco em dois níveis, rodas de liga leve, pintura de qualidade nas cores azul, cinza ou verde fosca, ponteira de escape grande e elegante e emblema de alto relevo.
O motor é monocilíndrico, injetado, com quatro válvulas, comando simples e refrigeração líquida. Seus 399 cm³ rendem 35,8 cv a 7.500 rpm, com 3,7 kgfm de torque a 5.700 rpm. A transmissão é automática do tipo CVT.
- Suspensões com tubos convencionais na frente e amortecedor atrás com ajuste de pré-carga;
- Freios a disco nas duas rodas, com ABS, e controle de tração;
- Pneus sem câmara nas medidas 120/70 R16 (dianteiro) e 150/70 R14 (traseiro);
- Comprimento de 2,15 metro, largura de 80 cm e entre-eixos de 1,55 metro;
- Tanque de 12 litros e atendimento às normas de emissões Euro 5+;
- Iluminação full-LED e chave presencial.
Como anda e o que incomoda
O teste foi feito no Autódromo de Interlagos, durante o Festival Interlagos – Motos. Segundo o WM1, o scooter entrega potência e força de sobra para o trânsito urbano, com agilidade. Acelera com vigor, ganha velocidade rapidamente, faz curvas com segurança e freia da mesma forma. Com 195 quilos em ordem de marcha, parece mais leve do que é.
A posição de pilotagem é adequada, e o banco é anatômico e razoavelmente macio, mas a área da garupa é curta. As rodas de 16 polegadas na frente e 14 atrás ajudam a enfrentar vias em más condições com menos vulnerabilidade do que os scooters mais populares, que têm rodas de 13 ou 14 polegadas.
O painel tem 5,5 polegadas e é completo em informações, mas é de LCD; para um modelo desse nível, o WM1 considera que já deveria ser TFT. O bocal do tanque fica no assoalho, à frente do banco, o que facilita o abastecimento. Sob o banco, a marca não divulga a capacidade em litros, mas afirma que cabem dois capacetes abertos ou um fechado e mais alguns objetos. Na parte interna do escudo há porta-objetos e alça para bolsas.
Vale o preço?
Para o WM1, a resposta é "sim e não". Sim pelo desempenho, pelo estilo e pelo status; não quando se considera o conjunto, já que o BV400 S é caro demais para o que oferece a bordo.
Para o mercado brasileiro, o BV400 S é um produto de nicho, voltado a quem quer um scooter premium para desfilar e não faz muitas contas para isso. Segundo o WM1, há público com esse perfil no Brasil, mais do que se costuma pensar, e por isso o modelo tem seu espaço.
