sábado, 24 de outubro de 2026

Carro usado: 10 fatos sobre o Chevrolet Cruze 2013, o sedã médio que rivaliza com Civic e Corolla

O Chevrolet Cruze de primeira geração é uma opção de sedã médio usado espaçosa, com desempenho competente e bom nível de equipamentos. Geralmente é mais em conta que os concorrentes asiáticos do mesmo ano, o que o torna interessante para quem busca conforto no dia a dia sem pagar o preço dos queridinhos Honda Civic e Toyota Corolla.

Uma terceira via entre os sedãs japoneses

A vida nunca foi fácil no segmento de sedãs médios para quem não é de marca japonesa. Mesmo assim, o Cruze conseguiu se manter como terceira via na categoria. O carro teve duas gerações e foi produzido por 13 anos, sempre oferecido com um custo-benefício mais atraente em relação aos rivais japoneses. Por isso, permaneceu por bom tempo como o terceiro mais vendido do segmento.

O Cruze foi lançado globalmente em 2009 e chegou a ser o carro mais vendido da marca em todo o mundo. No Brasil, o sedã da General Motors foi apresentado em setembro de 2011, para substituir o Astra Sedan. Produzido em Rosario, na Argentina, chegou em duas versões, com o mesmo motor 1.8 aspirado e opções de câmbio manual ou automático, ambos de seis marchas. A opção manual foi extinta em 2015, e em novembro de 2014 o modelo passou por uma reestilização.

A segunda geração, chamada de Projeto Fênix, foi lançada em junho de 2016 com motor 1.4 turbo. Teve poucas versões, série especial, atualização em 2019 e deixou de ser produzida após mais de 200 mil emplacamentos no Brasil, somando as duas gerações. A linha ainda deu origem a um hatch médio, apelidado de Sport6 na primeira geração. O "6" refere-se ao câmbio de seis marchas, e não a um motor de seis cilindros.

Motor, dirigibilidade e conforto

  • Motor: o 1.8 aspirado da família Ecotec rende 144 cv com etanol e 140 cv com gasolina. O torque é de 18,9/17,8 kgfm, disponível a 3.800 rpm.
  • Desempenho: o 0 a 100 km/h passa dos 11 segundos, mas a tocada é mais ágil e até "esportiva" na comparação com os japoneses, principalmente o Corolla da época.
  • Câmbio: o automático é exemplar nas arrancadas, mas decepciona nas retomadas: demora a responder e muitas vezes reduz duas marchas. Na serra, a caixa GF6 conta com sensor de inclinação que aplica freio-motor em descidas quando o motorista não pisa no acelerador.
  • Consumo: é ruim na versão 1.8 vendida de 2011 a 2015.
  • Estabilidade: a direção é precisa, e a suspensão com eixo de torção na traseira é mais firme. Nas curvas, o sedã é equilibrado e torce pouco a carroceria.

Com 4,60 metros de comprimento, 1,79 m de largura, 1,47 m de altura e 2,68 m de entre-eixos, o Cruze recebe bem seus ocupantes. O motorista tem boa posição ao volante, com ajustes de altura e profundidade, e bom vão para as pernas. Atrás, há espaço para dois adultos e uma criança, mas o teto baixo dificulta a entrada de pessoas com mais de 1,75 m. O acabamento tem bastante plástico claro, de boa qualidade.

Há pontos negativos. A suspensão firme, combinada com pneus 225/50 R17, faz os passageiros sofrerem em buracos e quebra-molas. O vão livre do solo de 13,1 cm e o defletor dianteiro fazem o sedã raspar com facilidade em rampas de garagem. O isolamento acústico é fraco e a vibração do motor é sentida na cabine.

Equipamentos da versão LTZ 2013 e recall

Na versão topo de linha LTZ 2013, a segurança inclui seis airbags, controles eletrônicos de estabilidade e tração, sensor de ré, freios a disco nas quatro rodas, retrovisor eletrocrômico e regulagem de altura dos faróis.

  • Ar-condicionado automático
  • Central multimídia com GPS nativo, CD player, entrada USB, Bluetooth e comandos no volante
  • Chave presencial, trio elétrico e retrovisores rebatíveis eletricamente
  • Sensores de luminosidade e chuva, piloto automático e bancos de couro
  • Descansa-braço dianteiro e traseiro, além de luzes no porta-malas e no porta-luvas

O único recall desta geração inicial foi para a troca do filtro de combustível em unidades fabricadas em 2013 e 2014, o que vale conferir ao avaliar um exemplar.

Para o mercado brasileiro, o Cruze 2013 segue como alternativa para quem quer um sedã médio bem equipado, espaçoso e de dirigibilidade agradável por valor menor que o dos rivais japoneses do mesmo ano. Em contrapartida, o comprador precisa aceitar o consumo elevado, o isolamento acústico limitado e o conforto de rodagem mais firme.

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