A BMW revelou que a versão chinesa do novo Série 3 elétrico, o BMW i3 50L, percorreu 1.213 km com uma única carga de bateria, terminando o percurso com 1% de energia residual. O resultado supera os 1.000 km previstos originalmente no ciclo local de homologação.
Um feito da arquitetura Neue Klasse
O modelo é construído sobre a arquitetura Neue Klasse, e o teste evidencia a eficiência dessa plataforma. Ao mesmo tempo, o resultado reflete métodos focados nas exigências da China, o que ajuda a entender por que o número não deve ser lido como uma promessa universal de autonomia.
Como o alcance foi possível
Segundo a reportagem, o segredo do alcance estendido está na combinação de uma bateria maior com uma calibragem voltada para a economia de energia. Essa junção permitiu ao sedã ultrapassar com folga a marca prevista no ciclo de homologação chinês.
De acordo com a fabricante, o consumo médio registrado durante o percurso foi de aproximadamente 5,5 kWh a cada 100 km. Esse rendimento é considerado alto para um sedã executivo desse porte.
O que ainda não se sabe
Apesar do número impressionante, alguns detalhes importantes não foram divulgados:
- a topografia do percurso;
- a velocidade mantida durante o teste.
Sem essas informações, é difícil comparar o resultado com o uso real do dia a dia, e por isso o feito deve ser encarado como demonstração de eficiência, não como autonomia garantida em qualquer condição.
O que isso significa para o Brasil
O teste mostra até onde a BMW consegue levar a eficiência da Neue Klasse quando bateria e calibragem são pensadas para um objetivo específico. Para o mercado brasileiro, o recado é mais de tecnologia do que de oferta: o resultado se refere à versão chinesa, obtido com métodos alinhados às exigências daquele mercado, e não há, no material divulgado, informação sobre o modelo chegar por aqui. Vale acompanhar os próximos anúncios da marca para saber como essa eficiência pode se traduzir em versões vendidas no país.
