Volvo EX30, GWM Ora 03 e Renault Megane E-Tech perderam apenas 5% do valor em um ano no levantamento Melhor Revenda 2026. O resultado representa metade da desvalorização de 10% registrada pelo BYD Dolphin Mini no mesmo recorte, que reúne elétricos de até R$ 300 mil. O trio também ficou bem abaixo da média de 13% da categoria.
Os números do levantamento
O recorte considera os elétricos de até R$ 300 mil e compara a perda de valor ao longo de um ano. Nesse grupo, a média de desvalorização ficou em 13%. EX30, Ora 03 e Megane E-Tech registraram 5% cada, bem abaixo desse patamar.
O Dolphin Mini, da BYD, aparece com 10%. O índice também é inferior à média da categoria, mas equivale ao dobro do registrado pelos três modelos que lideram o ranking de retenção de valor.
Perfis diferentes, resultado semelhante
O dado mostra que, dentro do mercado de elétricos mais acessíveis, modelos com volumes de venda e perfis bastante diferentes conseguiram preservar valor de forma semelhante no período analisado. Ou seja, o desempenho na revenda não ficou restrito a um único tipo de carro ou de marca.
O que se sabe sobre o Volvo EX30
No Brasil, o EX30 2026 parte atualmente de R$ 249.950. A versão Single Motor tem bateria nominal de 51 kWh, 272 cv e autonomia Inmetro de até 250 km. A Twin Motor Performance usa bateria de 69 kWh, entrega 428 cv e chega a até 316 km de autonomia declarada.
A Volvo informa recarga AC completa em cerca de seis horas para o Single Motor e oito horas para o Twin Motor Performance, em alimentação trifásica de 16 A. Em corrente contínua, o fabricante declara 10% a 80% em 26 minutos no Single Motor e 28 minutos no Twin Motor.
Recarga em casa também pesa para o dono
Um teste conduzido pelo ADAC, com apoio do ACL e da entidade dinamarquesa FDM, avaliou as perdas de energia na recarga AC do EX30. Em tomada doméstica de 2,3 kW, a perda medida foi de 14,2%. Em wallbox de 4,1 kW, caiu para 9,1%. A 11 kW ficou em 7%, e a 22 kW chegou a 6,7%.
Esses percentuais medem a diferença entre a energia retirada da rede e a que chega à bateria. Eles não indicam perda de autonomia em viagem. O impacto aparece na quantidade de eletricidade necessária para completar a carga e, portanto, na conta do usuário. O estudo tratou apenas de recarga em corrente alternada, e os números não devem ser aplicados diretamente aos carregadores rápidos DC.
O que isso significa para o mercado brasileiro
Para quem avalia a compra de um elétrico de até R$ 300 mil, a retenção de valor é um critério a mais ao lado de preço, autonomia e custo de recarga. A perda de 5% em um ano, contra a média de 13% da categoria, indica que EX30, Ora 03 e Megane E-Tech mantiveram bom desempenho na revenda no período analisado. O Dolphin Mini, com 10%, também ficou abaixo da média do segmento.
