Uma Ford Maverick com motor V8 biturbo, o lançamento do Leapmotor B10 Ultra-Híbrido no Brasil e um Alfa Romeo 33 Stradale feito em fibra de carbono exposta estão entre as notícias do dia. Também entram na seleção a defesa da Lamborghini para a troca do V10 pelo V8 no Temerario, os detalhes do Lanzante 95-59 e um novo recorde em leilão para o Bugatti Veyron.
Maverick ganha V8 Coyote e dois turbos
Quando a Ford Maverick voltou em 2022 como picape monobloco, parte dos fãs, especialmente no Brasil, não gostou da ideia. Mesmo assim, a picape tem vendido bem. Nos EUA foram pouco mais de 74.000 unidades emplacadas em 2022 e mais de 155.000 em 2025. No Brasil, os emplacamentos passaram de 2.920 em 2024 para 4.051 em 2025.
A oficina nova-iorquina Tucci Hot Rods decidiu dar à picape o que ela não tinha: um V8. O motor escolhido foi o Coyote de cinco litros do Mustang, que originalmente passa dos 500 cv. A oficina ainda instalou dois turbocompressores. O projeto segue em andamento e a potência final não foi divulgada, embora mais de 700 cv não seja um palpite absurdo. O câmbio é o automático de oito marchas ZF 8HP70.
- O túnel de transmissão e a parede corta-fogo foram cortados.
- Foram fabricados suportes sob medida para o conjunto mecânico.
- A suspensão foi retrabalhada, e as rodas fechadas provavelmente escondem freios maiores.
A picape será revelada no SEMA Show 2026, em Las Vegas, entre os dias 3 e 6 de novembro.
Leapmotor B10: híbrido em série e R$ 3.000 mais barato
A Leapmotor lançou no Brasil o B10 Ultra-Híbrido, versão com extensor de autonomia do SUV elétrico. Apesar do nome, é um híbrido em série: o motor a combustão só gera eletricidade e não move as rodas diretamente. A tração fica a cargo do motor elétrico traseiro de 218 cv e 24,5 kgfm. O 1.5 aspirado dianteiro, que trabalha em ciclo Atkinson, só entra em ação para gerar energia.
Segundo a fabricante, a autonomia total pode chegar a 900 km pelo ciclo WLTP, somando a bateria e o tanque de 50 litros. Mesmo com o motor a combustão e todo o seu sistema de alimentação, o híbrido custa R$ 3.000 menos que o elétrico. A fabricante não confirmou o motivo, mas ele tende a ser a bateria menor: 18,8 kWh, contra 56,2 kWh do B10 totalmente elétrico.
A troca tem um custo no desempenho. O híbrido vai de zero a 100 km/h em 7,8 segundos, e o elétrico faz o mesmo em 6,9 segundos. Em compensação, o híbrido tem autonomia bem maior e dispensa a espera por recarga.
Supercarros e leilões
A Alfa Romeo apresentou o 33 Stradale Perla Nera, um exemplar único feito sob encomenda pela divisão Bottegafuoriserie. Em vez de pintura, a carroceria de fibra de carbono ficou totalmente exposta. A cor aparece apenas nas lanternas traseiras e no quadro de instrumentos. Por dentro, há fibra de carbono aparente e Alcantara nos bancos, no painel e nas portas. A mecânica é a de qualquer 33 Stradale: monocoque do McLaren MC20, V6 biturbo de três litros com 629 cv, câmbio de dupla embreagem de oito marchas e tração traseira.
A Lamborghini já esperava a reação negativa à troca do V10 aspirado do Huracán pelo V8 biturbo híbrido do Temerario. Em conversa com a CarExpert, o diretor de produto Paolo Racchetti disse que a marca sabia estar deixando para trás algo valioso. Ele defendeu o novo motor: com virabrequim plano, seria "mais afiado" e teria uma atitude "mais rock and roll", além de chegar a 10.000 rpm. Com três motores elétricos, o Temerario alcança 920 cv.
A Lanzante mostrou o pacote HDK para o 95-59, supercarro de três lugares com o motorista ao centro, feito sobre a base do McLaren 750S. O kit traz uma grande asa traseira fixa, tomada de ar no teto e rodas center-lock, aproximando o visual do McLaren F1 GTR. O V8 4.0 biturbo foi preparado para mais de 862 cv, e a meta de peso é 1.250 kg. Serão feitas 59 unidades, a cerca de £ 1,2 milhão cada, já incluindo o 750S usado como base.
Por fim, um Bugatti Veyron Jean-Pierre Wimille, um dos três exemplares da série, tornou-se o Veyron mais caro já vendido em leilão. A RM Sotheby's estimava até US$ 3 milhões, mas o martelo bateu em US$ 5,44 milhões, menos de três minutos após o início dos lances.
O que isso significa para o Brasil
Para o mercado brasileiro, o destaque é o B10 Ultra-Híbrido. Ele oferece uma alternativa ao elétrico puro, com preço menor e autonomia maior, para quem quer eletrificação sem depender de recarga. Já a Maverick V8 da Tucci Hot Rods é só um projeto de oficina, mas reforça a percepção de que há público para picapes esportivas com motor V8, algo que a Ford poderia explorar.
