sábado, 3 de outubro de 2026

Novo BYD Dolphin Mini tem banco com massagem e porta-malas sob o capô

A segunda geração do BYD Dolphin Mini, vendida na China como Seagull, teve novos detalhes revelados antes da estreia no mercado chinês. O hatch elétrico ganha banco do motorista com função de massagem, iluminação ambiente multicolorida e uma tela flutuante que reúne painel de instrumentos e central multimídia. Com motor traseiro, o modelo também passa a ter porta-malas dianteiro, e a chegada ao Brasil está prevista para o fim de 2027.

Interior com tela dividida e menos botões

A principal novidade por dentro é a ausência do quadro de instrumentos tradicional. Velocímetro, autonomia e hodômetro serão exibidos na central multimídia, que ficará maior, fixa e posicionada no topo do painel.

A tela adota um desenho dividido em proporção 3/7. À esquerda, no lugar do quadro de instrumentos, aparecem informações como velocidade, marcha, autonomia, consumo de energia e modos de condução. A área maior, à direita, é destinada a funções de entretenimento, como navegação e música.

O seletor de marchas vai para a coluna de direção, e os comandos físicos foram reorganizados em uma fileira abaixo das saídas de ar centrais. Uma das versões registradas prevê, como opcional, sensor LiDAR no teto, associado ao sistema de assistência à condução God's Eye B.

Motor traseiro, nova suspensão e baterias

O novo compacto cresceu e ganhou mudanças importantes na mecânica. O motor elétrico passa para o eixo traseiro, e o modelo adota tração traseira. O propulsor TZ164XYB, produzido pela própria BYD, terá 129 cv, ante 75 cv do atual, enquanto a velocidade máxima sobe de 130 km/h para 150 km/h. A adoção do motor traseiro também permitirá a criação do porta-malas dianteiro.

Outra mudança está na suspensão traseira, que deixa o eixo de torção para adotar uma arquitetura independente multilink. As rodas passam a ser de 16 polegadas, com pneus 205/60.

A bateria, de fosfato de ferro-lítio (LFP), é fornecida pela FinDreams, divisão de baterias da BYD, e terá duas opções: 30 kWh e 39,2 kWh, com autonomia de 320 km e 420 km no ciclo chinês CLTC, respectivamente. Todas essas informações constam dos registros do MIIT e ainda devem ser confirmadas pela BYD no lançamento.

Maior e mais próximo do Geely EX2

Segundo os dados do MIIT, o novo Dolphin Mini terá 4,21 m de comprimento, ante 3,78 m do atual, 1,81 m de largura e entre-eixos de 2,65 m, ante 2,50 m. Na China, passará a levar cinco pessoas, e não mais quatro.

As novas medidas aproximam o modelo do Geely EX2, que tem 4,14 m de comprimento e o mesmo entre-eixos. O rival, vendido na China como Xingyuan, é hoje apontado como o carro mais vendido do país. Em agosto, somou 39.651 unidades no mercado chinês, quase quatro vezes as 10.103 unidades do Seagull, segundo dados compilados pelo site CarNewsChina.

O visual foi completamente renovado, mas mantém a identidade do modelo. A dianteira ganhou novo para-choque e novos faróis, enquanto a lateral traz nova coluna C e aplique plástico maior.

O que muda para o Brasil

No mercado brasileiro, a chegada do novo modelo deve ocorrer no fim de 2027. A nova geração não substituirá o atual Dolphin Mini, produzido em Camaçari (BA): as duas versões vão conviver na linha da BYD, abaixo do Dolphin GS. Com mais espaço, motor traseiro e itens de conforto pouco comuns na categoria, o novo compacto deve ampliar as opções da marca entre os elétricos de entrada.

Você também pode gostar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *