quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Fiat Toro usada: 5 razões para comprar e 5 para fugir da picape

A Fiat Toro, picape intermediária que estreou em 2016, segue sendo uma das opções mais procuradas do mercado de usados, mas nem tudo é elogio. Entre qualidades como versatilidade, caçamba bem resolvida e boa liquidez, há também pontos de atenção que costumam incomodar os donos, como o espaço traseiro, a capota marítima e a central multimídia.

Uma picape que mistura SUV e utilitário

A Toro combina o conforto e a dirigibilidade de um SUV com a robustez e a praticidade de uma picape. Ela é construída sobre uma plataforma monobloco e se destaca tanto no uso urbano quanto no fora de estrada. Passados 10 anos do lançamento, o visual continua atraente e moderno, com linhas atuais e um conjunto óptico dividido entre as luzes de condução diurna (DRL) em LED e os faróis principais logo abaixo.

Segundo a matéria original do Autoo, a Toro usada tem preço médio de R$ 70 mil a R$ 95 mil. Ela é também a segunda picape mais vendida da Fiat.

Cinco razões para comprar

  • Visual esportivo e atual: o estilo marcante agrada e não parece datado, mesmo em um projeto que já dura 10 anos.
  • Versatilidade de versões: há opções com motor a diesel ou flex, o que atende tanto quem usa a picape para o trabalho quanto para o lazer.
  • Caçamba prática: o volume de 937 litros é superior ao da Chevrolet Montana (874 litros) e ao da Renault Oroch (683 litros). A tampa bipartida, recurso exclusivo da Toro entre as picapes, facilita o dia a dia: ajuda a transportar compras, malas e utensílios de lazer e deixa a abertura e o fechamento mais leves.
  • Liquidez e peças: por liderar entre as picapes intermediárias, a Toro usada tem boa revenda e facilidade para encontrar peças de reposição. Dependendo da versão, é possível combinar diesel, tração 4x4 e câmbio automático de nove marchas. Segundo o Inmetro, o motor MultiJet 2.2 Turbodiesel (Ranch e Volcano), lançado em 2025, fez 10,5 km/l na cidade e 13,6 km/l na estrada.
  • Custo-benefício: a alta desvalorização nos primeiros anos faz da Toro usada um bom negócio, já que todas as versões vêm bem equipadas.

Cinco razões para fugir

  • Viagens longas desconfortáveis: apesar do entre-eixos de quase 3 metros, o espaço traseiro é limitado, principalmente para os mais altos.
  • Encosto traseiro quase vertical: o ângulo do banco de trás piora o conforto em trajetos mais longos.
  • Capota marítima com problemas: a vedação do acessório é uma reclamação antiga de proprietários, que relatam entrada de água e bagagens molhadas.
  • Direção com giro limitado: mesmo com assistência elétrica e sensores de estacionamento traseiros em todas as versões, o diâmetro de giro obriga a várias manobras para estacionar ou mudar de sentido.
  • Multimídia e ar-condicionado: a tela vertical de 10 polegadas de alguns modelos tem queixas de erros de conexão, desligamento involuntário, travamento do touch e lentidão. Além disso, nenhuma versão, nem a Volcano, tem saídas de ar-condicionado para os passageiros de trás.

Para o mercado brasileiro, a Toro usada continua sendo referência entre as picapes intermediárias, com revenda fácil, variedade de motores e bom equipamento. Quem pretende comprar deve avaliar com cuidado se o espaço traseiro, a vedação da capota e o funcionamento da multimídia atendem ao seu uso antes de fechar negócio.

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