Em tempos de rápidos e fortes avanços tecnológicos, os fabricantes de automóveis – sejam eles europeus, americanos, chineses, japoneses, ou de qualquer outro lugar do mundo – têm buscado, cada vez mais, inovar para ficar à frente da concorrência.
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Nessa corrida, surgem reinvenções que quebram tradições de décadas da indústria automovida. Algumas podem agradar e facilitar a vida do condutor. Outras, apenas mostram a ânsia pela modernidade, prejudicando a operação de comandos corriqueiros.
Selecionamos algumas destas recentes reinvenções.

Retrovisor digital
O primeiro automóvel a trazer essa tecnologia ao Brasil foi o SUV elétrico Audi e-tron, como opcional que custava na época R$ 13.000. O sistema funcionava, mas a imagem intermediada pela câmera era menos realista que a do espelho, as telas ficavam em um lugar incômodo, nos painéis das portas, e a única vantagem mais relevante pareceia ser a aerodinâmica, uma vez que as câmeras eram menores que a capa dos retrovisores. O custo alto, mesmo para um carro de luxo, não se justificava.

Chave cartão
Algumas marcas substituíram a chave por um cartão NFC (Near Field Communication), que funciona por aproximação, mas não pode ser simplesmente deixado dentro de uma carteira, porque precisa ficar disponível como uma chave física, para ser aproximado de pontos específicos do carro para abrir portas, dar a partida.

Difusor de ar com ajuste eletrônico
Alguns veículos, como o Tesla, possuem controle da posição de saída do ar- -condicionado na tela. O grande problema é que para virar o fluxo ligeiramente para um lado você precisa acessar telas e mais telas. Não é muito mais simples virar o seletor de posição manual?

Ajuste da direção e dos espelhos pela central
Para remover botões, fábricas estão colocando operações banais em submenus nas multimídias. Foi assim que alguém se lembrou de mandar esses ajustes para lá. O tempo que leva para encontrar o caminho, nem sempre intuitivo, dá para ajustar tudo manualmente.

Park Assist
Parecia a solução para quem odeia balizas, mas, na prática, o motorista não consegue usar por falta de espaço para o carro manobrar, falta de tempo para posicionar o carro corretamente, para que ele faça medições, e por medo da reação dos motoristas impacientes. Fazer com as próprias mãos é mais rápido e seguro.

Tela que gira
Veículos da BYD impressionam as pessoas com suas telas de multimídia que giram e podem ficar na posição horizontal ou vertical. Mas, na prática, o ideal é deixar a tela sempre na horizontal, porque aplicativos dos sistemas operacionais, como Apple CarPlay e Android Auto, só funcionam com a tela nessa posição.

Controle por gestos
A tecnologia que remetia a filmes de ficção científica, como Minority Report (Steven Spielberg, 2002), se mostrou ineficiente no uso cotidiano, se tornando mais um gadget que na prática o usuário não utiliza. Seu funcionamento requer muita prática e costume nas posições para o veículo reconhecer os sinais.

Comando de voz
O comando de voz é uma excelente opção para o motorista se manter atento à condução. Mas ainda carece de desenvolvimento. No dia a dia, seu uso acaba irritando o condutor, pois os comandos nem sempre são entendidos de primeira, propiciando confusas discussões.

Maçanetas eletrônicas
Carros com maçanetas eletrônicas e retráteis ganharam popularidade pelo design futurista e aerodinâmico, mas têm se mostrado perigosas, pois dificultam
o acesso ao veículo em caso de acidente. Elas também não funcionam em caso de uma pane elétrica ou falta de bateria.

Upgrades online
Algumas montadoras apostam em vender serviços extras e até opcionais como aumento de potência de seus veículos de maneira online, via multimídia do veículo, modelo estilo Netflix de assinatura mensal com fácil contratação. A ideia é boa, mas falta convencer o consumidor.
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