Em um capotamento, soltar o cinto de segurança por instinto pode piorar as lesões. A orientação aparece em um vídeo da Prefeitura e da Superintendência Municipal de Trânsito de Senador Canedo (GO), que viralizou nas redes sociais e ensina como sair dessa situação com segurança. Capotamentos estão entre as ocorrências mais graves do trânsito e exigem reações rápidas e conscientes.
Por que o capotamento exige tanta atenção
Esse tipo de sinistro costuma estar associado à alta velocidade, a ações imprudentes e a condições adversas da pista. Por serem acidentes graves, pedem uma resposta rápida para evitar o agravamento de lesões e salvar vidas.
Na prática, o capotamento não é um simples tombamento para o lado. O carro gira sobre si mesmo e termina parado com as rodas voltadas para cima. Essa situação costuma gerar pânico em quem está dentro do veículo. Muitas vezes o desespero fala mais alto, e as pessoas tomam decisões equivocadas que pioram o quadro, como soltar o cinto de imediato.
Por que não soltar o cinto de imediato
Segundo as instruções do vídeo, que ultrapassa 2 milhões de visualizações, a recomendação é nunca retirar o cinto de segurança de imediato. Com o veículo invertido, soltar o cinto de forma instintiva faz o ocupante cair diretamente contra o teto, que passa a funcionar como chão. Isso pode causar ou agravar lesões graves no pescoço, na cabeça e na coluna vertebral.
A técnica correta de evacuação reduz drasticamente o risco de traumas. Se não houver perigo iminente, como incêndio ou fumaça intensa, e houver suspeita de lesões graves, sobretudo na coluna, o mais seguro é permanecer imóvel dentro do veículo e aguardar a chegada do resgate especializado.
O que fazer depois do acidente
Ao presenciar ou se envolver em um capotamento, siga estes passos:
- Avalie a gravidade das avarias e verifique se há vítimas.
- Sinalize imediatamente a área do acidente, para evitar novas colisões.
- Não movimente as vítimas, pois a manipulação incorreta pode gerar sequelas irreversíveis.
- Se houver feridos, acione imediatamente os serviços públicos de resgate e segurança.
Em acidentes com vítimas, ainda que com lesões leves, a elaboração do Boletim de Ocorrência (B.O.) é obrigatória e deve ser feita na delegacia de polícia mais próxima.
O que isso significa para o motorista brasileiro
O alcance do vídeo mostra que há interesse do público por informação prática sobre como agir em situações extremas. Para o motorista brasileiro, o recado é claro: manter a calma, permanecer com o cinto afivelado até avaliar o risco, sinalizar o local e chamar o resgate. Conhecer esses procedimentos antes de precisar deles pode evitar que uma decisão tomada no desespero transforme um acidente grave em uma tragédia ainda maior.
