segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Vale a pena comprar um Mercedes-Benz GLB usado? Versões, peças e defeitos

Vale, desde que você escolha bem a versão e verifique os pontos fracos conhecidos. O Mercedes-Benz GLB, SUV premium de sete lugares importado do México, chegou ao Brasil em outubro de 2020 e virou o SUV mais vendido da marca no país. Em 2021, a versão única Launch Edition deu lugar às versões Advance (entrada) e Progressive (topo), ambas com motor M282 e câmbio 7G-DCT de dupla embreagem e sete marchas.

Como o GLB chegou ao Brasil

O modelo foi importado do México e se beneficiou do acordo de livre-comércio com o Brasil. Ele fica posicionado entre o GLA e o GLC. Nasceu como opção para famílias que queriam um SUV médio premium com sete lugares.

O GLB usa a mesma configuração interna da minivan Classe B. Tem 4,63 metros de comprimento, 2,82 metros entre os eixos e 1,7 metro de altura. Essas medidas permitem a terceira fileira de bancos ou 1.680 litros de capacidade de carga com os bancos rebatidos. O acabamento é primoroso, e a qualidade de construção é a típica da marca. Quase tudo é controlado pela tela central da multimídia MBUX.

Motor e desempenho das versões de entrada e topo

O motor M282 foi desenvolvido em conjunto com a Renault e é considerado sólido e eficiente. Ele move os 1.555 kg do GLB de 0 a 100 km/h em 10,3 s. O consumo é de 10,2 km/l na cidade e 13,5 km/l na estrada.

Em teste de abril de 2021, o SUV foi descrito como relativamente leve para o tamanho. O conjunto formado pelo 1.3 turbo de 163 cv e pelo câmbio de sete marchas não ganharia grandes prêmios na prática. No trânsito urbano, porém, foi bem, com boas respostas e direção leve e direta, que facilita as manobras.

Advance, Progressive e Launch Edition: o que muda

Como em quase todo modelo premium, a versão de topo é a mais procurada. A Progressive tem teto solar panorâmico e rodas AMG aro 19, além de ACC e monitores de ponto cego e de faixa de rolamento.

A Advance, porém, está longe de ser uma má escolha. Ela traz:

  • chave presencial;
  • banco do motorista com ajuste elétrico;
  • multimídia com Android Auto e Apple CarPlay;
  • frenagem autônoma;
  • faróis full-led;
  • assistente de estacionamento com sensores e câmera de ré.

Quem estiver em dúvida pode considerar as primeiras unidades da Launch Edition. Ela segue o mesmo padrão da Progressive e ainda tem as soleiras de porta iluminadas.

Mercedes-AMG GLB 35 e a linha 2025

Quem não abre mão de desempenho deve ir direto ao Mercedes-AMG GLB 35. O motor M260 2.0 turbo rende 306 cv, distribuídos entre as quatro rodas. Segundo a fabricante, ele vai de 0 a 100 km/h em 5,3 segundos e chega a 250 km/h.

O M260 foi uma das novidades do modelo 2025. O novo GLB 220 recebeu um conjunto mecânico híbrido leve, estendido ao GLB 35. Seus 190 cv vão às quatro rodas pelo câmbio 8G-DCT de oito marchas e pela tração integral 4Matic. As versões passam a ser Progressive e AMG Line.

Defeitos e pontos de atenção

Antes de fechar negócio, vale conhecer os problemas relatados:

  • Cabeçote (M282): a injeção direta favorece o acúmulo de depósitos. Isso pode causar marcha lenta irregular, aumento no consumo e queda no desempenho.
  • Cabeçote (M260): algumas unidades tiveram falha das válvulas ou das guias de válvula, com perda de compressão. Em alguns países, a Mercedes-Benz estendeu a garantia desses componentes.
  • Vazamentos: peças de plástico e borracha em periféricos do M282 degradam mais com os ciclos térmicos. Verifique as mangueiras (PCV, intercooler, turbo), a carcaça da válvula termostática, o suporte do filtro de óleo, a junta da tampa de válvulas, os retentores e os anéis o-ring.
  • Sistema híbrido: erros de software podem abrir os relés de alta potência da bateria de 48 V. A medida isola o sistema de alta voltagem em situações de risco ou falha crítica de dados.
  • Recalls: há três. Envolvem a fixação dos defletores de ar laterais da tampa do porta-malas, a fixação dos para-lamas dianteiros e a parede lateral interna dos pneus do lado direito. Verifique se há pendências.

A opinião de quem tem um

Uma proprietária ouvida pela publicação elogia o SUV por engolir qualquer buraco, carregar tudo e todos, ser fácil de estacionar e consumir pouco. Para ela, o carro ainda preserva o status de um legítimo Mercedes.

Entre os pontos negativos, ela cita que o câmbio às vezes hesita nas trocas e que a multimídia apresenta certa instabilidade. Também relata que algumas peças não estão disponíveis na concessionária nem no centro de logística e levam semanas para chegar do México.

O que isso significa para quem vai comprar

O GLB usado entrega espaço, sete lugares, acabamento de marca premium e consumo razoável. A Advance atende bem, e a Progressive e a Launch Edition trazem mais equipamentos. Para quem quer desempenho, existe o AMG GLB 35. Em contrapartida, comprar um SUV premium exige planejamento financeiro que vai além do valor de aquisição, porque o custo de peças e mão de obra é elevado. Antes de comprar, faça uma inspeção focada nos itens de motor e vazamentos e confira se os recalls foram resolvidos.

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