A Nissan anunciou a transferência de suas operações na Argentina para o Grupo SIMPA e o Grupo Tagle, que passam a cuidar da distribuição de veículos, peças e acessórios da marca no país. A mudança acontece após o fim da produção da picape Frontier em território argentino.
Como fica a nova estrutura
Pelo acordo, o Grupo SIMPA, que detém 80% do negócio, e o Grupo Tagle assumem a representação da Nissan na Argentina. Segundo a montadora, o modelo garante a continuidade na gestão da marca e o desenvolvimento do portfólio de produtos.
A Nissan afirma que a transição assegura a continuidade das operações comerciais. Com isso, os clientes seguirão tendo acesso ao portfólio atual e futuro de produtos, aos serviços de pós-venda e às garantias de veículos, peças de reposição e acessórios.
A operação argentina será integrada à Unidade de Negócios de Importadores da Nissan (NIBU), unidade da Nissan LATAM que administra mais de 30 mercados importadores na região.
O que diz a Nissan
Ricardo Flammini, presidente da Nissan Argentina, classificou o movimento como um passo importante. "A assinatura destes acordos marca um passo importante na evolução dos nossos negócios na Argentina", afirmou.
O executivo também destacou a expectativa em relação aos novos parceiros: "Estamos convencidos de que a combinação das capacidades globais da Nissan com a experiência e o conhecimento local do Grupo SIMPA e do Grupo Tagle contribuirá para fortalecer a nossa operação, garantindo a continuidade da marca e continuando a oferecer produtos, serviços e experiências valiosas aos nossos clientes".
Foco nos países com fábricas
De acordo com a fonte, o acordo permite que a montadora japonesa se concentre nos países que possuem plantas na região, como Brasil e México. A Nissan diz que, por meio de uma estratégia global voltada ao fortalecimento da competitividade e à resposta às necessidades em constante evolução dos consumidores, pretende continuar oferecendo produtos, tecnologias e experiências na Argentina.
A iniciativa, segundo a empresa, está alinhada à visão de longo prazo da marca, que mantém seus planos de expansão em mercados-chave, como o Brasil.
Para o mercado brasileiro, o movimento reforça a posição do país como um dos pilares industriais da Nissan na região. Ao repassar a distribuição argentina a parceiros locais, a marca sinaliza que pretende concentrar esforços onde mantém fábricas, o que inclui o Brasil.
