sábado, 17 de outubro de 2026

Novo Tesla Roadster promete 0 a 97 km/h em 0,81 segundo e saltos com propulsores; produção está prevista para 2028

A Tesla prepara uma nova geração do Roadster com números que prometem impressionar até no segmento dos superesportivos. A fabricante afirma que o modelo acelera de 0 a 97 km/h em apenas 0,81 segundo. O outro destaque é o pacote Rocket, que prevê propulsores de gás comprimido para fazer pequenas elevações e manobras aéreas. A produção está prometida para 2028, depois de uma sequência de adiamentos.

Pacote Rocket: o carro que "salta", mas não voa

A característica mais inusitada do novo Roadster é a possibilidade de dar pequenos saltos no ar com o pacote opcional Rocket. Em vez de asas ou rotores, como os de um avião ou de um helicóptero, o esportivo usaria dez propulsores de gás comprimido instalados na carroceria. A força gerada seria suficiente para elevar o veículo por breves instantes.

O sistema foi descrito com um reservatório de alta pressão, revestido de material composto e instalado atrás da cabine. Quando acionados, os propulsores liberariam o gás em alta velocidade pelos bicos de saída. Pela reação à expulsão do gás, o conjunto produziria empuxo na direção oposta, num princípio físico semelhante ao dos foguetes.

Segundo as informações divulgadas sobre o projeto, os dez propulsores poderiam gerar mais de 80 kN de empuxo bruto. Para erguer o carro, a força vertical dos jatos precisaria superar temporariamente o peso do veículo. A distribuição do empuxo entre os bicos também permitiria controlar a inclinação e a orientação do automóvel durante a manobra. Atuadores de resposta rápida e sistemas eletrônicos coordenariam os jatos e ajudariam a estabilizar o conjunto. A proposta inclui ainda o controle da descida até o retorno ao solo.

Isso não faz do Roadster um carro voador capaz de deslocamentos aéreos convencionais. Sem asas ou um sistema de sustentação contínua, a ideia é realizar elevações breves e manobras específicas, não voar longas distâncias. O funcionamento detalhado, a duração dos saltos e a capacidade de executar as acrobacias anunciadas ainda precisam ser comprovados.

Design e interior

O desenho combina referências de superesportivos das décadas de 1970, 1980 e 1990 com soluções futuristas. A carroceria tem linhas angulosas, dianteira bastante baixa, vincos marcantes e portas do tipo tesoura, que se abrem para cima. Na traseira, um aerofólio ativo retrátil foi projetado para contribuir com a estabilidade em altas velocidades e em acelerações e frenagens intensas. O conjunto mantém a proposta de um carro baixo e largo, mas abandona as formas mais fluidas do conceito apresentado em 2017.

O interior segue a filosofia minimalista da Tesla e tem configuração para dois ocupantes. O projeto inclui volante de desenho semelhante a um manche, direção eletrônica e comandos integrados à coluna de direção. Uma tela central concentra boa parte das funções do veículo.

Desempenho, dúvidas e histórico de adiamentos

Se a marca de 0,81 segundo for confirmada nas condições anunciadas, o Roadster ficará entre os carros de aceleração mais rápida do mundo. A potência definitiva, porém, ainda não foi divulgada. Rumores apontam para um conjunto de motores elétricos com potência próxima de 1.500 cv, mas esse número não deve ser tratado como especificação oficial. Para comparação, o primeiro Roadster, lançado em 2008, usava um motor elétrico de indução CA trifásico com potência divulgada de aproximadamente 248 cv.

O pacote Rocket também levanta questões de segurança. Propulsores de gás comprimido exigem controle preciso da pressão, do direcionamento dos jatos e da estabilidade do veículo, sobretudo na decolagem e no retorno ao solo. A configuração extrema pode encontrar obstáculos para obter autorização de circulação em vias públicas, e a homologação dependerá das normas de cada mercado e das características finais do sistema. A variante Rocket com manobras aéreas seria oferecida em configuração especial, com acesso restrito por convite, e não como versão convencional disponível para reserva pública.

O modelo foi apresentado inicialmente em 2017, ao lado do caminhão elétrico Semi, e seu lançamento foi adiado diversas vezes. Na época, a Tesla planejava revelar a versão definitiva em 2018 e iniciar a produção em 2019. Agora, a previsão é produzir o esportivo em 2028, na fábrica Giga Texas, nos Estados Unidos. O prazo pede cautela, por causa do histórico de atrasos, e o preço definitivo também não foi confirmado.

O que significa para o Brasil

Apesar das promessas, não há perspectiva concreta de o novo Roadster ser vendido oficialmente no país. A Tesla não tem operação comercial oficial de veículos no Brasil e não anunciou planos de iniciar vendas por aqui. Uma importação independente só seria possível se atendesse às exigências legais, tributárias e de homologação. Ela ainda envolveria custos elevados e dificuldades de manutenção sem suporte oficial da fabricante.

Por enquanto, o novo Roadster é uma das propostas mais ousadas da Tesla. A combinação de aceleração extrema com propulsores capazes de pequenos saltos chama a atenção, mas será preciso esperar a versão definitiva para saber quais das promessas chegarão de fato às ruas.

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