A Peugeot vai abandonar os motores a diesel na Europa. A decisão foi confirmada pelo presidente-executivo da marca, Alain Favey, em entrevista durante o Salão de Paris. O modelo mais afetado é o 308, que ainda oferece na região o motor 1.5 BlueHDi turbodiesel.
O que disse a Peugeot
Segundo Favey, as vendas das versões a diesel são baixas e não justificam o investimento necessário para adaptá-las à norma de emissões Euro 7. “[Será] o fim do diesel na Europa, pelo menos”, afirmou o executivo.
Em declaração citada pelo site Razão Automóvel, ele foi direto sobre o hatch: “O 308 a diesel não continuará depois da Euro 7”. Favey não informou quando a Peugeot deixará de aceitar pedidos nem quantas unidades ainda serão produzidas.
O 308 e a norma Euro 7
Na Europa, o 308 ainda é vendido com o motor quatro cilindros 1.5 BlueHDi turbodiesel, que entrega 130 cv e 30,6 kgfm, associado ao câmbio automático de oito marchas. Esse conjunto equipa tanto o hatch quanto a perua 308 SW, que também contam com versões híbridas, híbridas plug-in e elétricas.
A Euro 7 vale a partir de 29 de novembro de 2026 para a homologação de novos modelos. Um ano depois, em 29 de novembro de 2027, passa a valer para todos os carros novos vendidos, o que inclui o 308. A norma mantém os limites de emissões de escapamento da Euro 6, mas acrescenta exigências sobre partículas, inclusive as geradas por freios e pneus, e sobre a durabilidade dos sistemas antipoluição.
Diesel segue fora da Europa
A decisão se restringe aos mercados sujeitos à Euro 7. “Onde não há Euro 7, podemos continuar a vender motores a diesel”, disse Favey, o que indica que a marca pode manter o combustível em outras regiões.
Impacto no Brasil
Por aqui, a mudança não tem efeito direto. O 308 não é vendido no país, e as regras brasileiras só permitem o diesel em picapes, utilitários e SUVs com tração 4×4. A Peugeot usa o combustível apenas em seus utilitários: a van Expert tem versão com o mesmo 1.5 BlueHDi, e a Boxer usa um motor 2.2 a diesel.
Para o mercado brasileiro, o movimento funciona mais como sinal do rumo da indústria na Europa, onde o custo de adequação às novas exigências de emissões pesa contra motores de baixa demanda, do que como mudança imediata na linha de produtos local.
