terça-feira, 3 de novembro de 2026

BYD Yuan Pro 2027 fica mais fraco, mas vai (bem) mais longe

O BYD Yuan Pro acaba de chegar à linha 2027 na China e pode trazer ao Brasil uma boa e uma má notícia para o SUV elétrico. Chamado oficialmente de Yuan Up Feichi Edition, o modelo ganhou um importante acréscimo de autonomia, mas perdeu força: deixa de ser oferecido com o motor mais potente e passa a adotar uma unidade menos vigorosa.

Um SUV com vários nomes

O modelo é vendido como Pro ou Atto 2 em outros mercados, o que ajuda a entender por que a atualização chinesa chama a atenção também fora de lá. Na China, a nova versão atende pelo nome de Yuan Up Feichi Edition e marca a entrada do SUV elétrico na linha 2027.

A principal motivação da mudança é competitiva: o acréscimo de autonomia tem o objetivo de ajudar a frear o crescimento do Geely EX2, rival direto do modelo da BYD no segmento de SUVs elétricos compactos.

A má notícia: motor menos potente

Começando pelo lado negativo, o modelo chinês deixa de ser oferecido com o motor elétrico de 177 cv e 29 kgfm de torque. Agora, todas as versões passam a ser equipadas com o mesmo motor do BYD Dolphin GS, que entrega 95 cv e 18,3 kgfm de torque.

Ou seja, a oferta de potência foi padronizada em um nível bem inferior ao da configuração mais forte que existia até então. Quem buscava desempenho mais vivo no SUV deixa de ter essa opção na China.

Tração dianteira em todas as versões

O único motor é montado no eixo dianteiro e, portanto, a tração é sempre dianteira. Não há versão com tração traseira ou integral na configuração descrita, o que simplifica a gama e mantém a proposta do carro voltada ao uso urbano e ao dia a dia.

  • Motor único em todas as versões, o mesmo do BYD Dolphin GS;
  • Potência de 95 cv e torque de 18,3 kgfm;
  • Motor no eixo dianteiro, com tração dianteira.

O que isso pode significar para o Brasil

Para o consumidor brasileiro, a novidade funciona como um sinal do que pode vir pela frente. Se as mudanças da linha 2027 chinesa chegarem por aqui, o SUV elétrico da BYD poderá trocar desempenho por mais autonomia, uma barganha que costuma pesar a favor de quem usa o carro no trajeto diário e prioriza rodar mais com uma única carga. Por outro lado, quem valoriza respostas mais vigorosas pode lamentar a saída do motor de maior potência. Ainda não há confirmação de como a atualização será tratada no mercado nacional, e o movimento reforça a disputa acirrada entre BYD e Geely no segmento de elétricos.

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