A BAIC começa a operar no Brasil com o ArcFox T1, hatch elétrico vendido nas versões Pro, por R$ 129.900, e Max, por R$ 139.900. Esses são os preços de lançamento. As entregas estão previstas para começar em 11 de novembro de 2026. O modelo marca a estreia da linha Arcfox no país.
Consulte o preço atualizado do BYD Dolphin na tabela FIPE e compare com as versões anteriores.
Preços e posicionamento do ArcFox T1
O ArcFox T1 entra na disputa entre os carros elétricos compactos. A fonte cita como concorrentes o BYD Dolphin e o GAC Aion UT. As duas versões usam o mesmo conjunto mecânico. O que muda entre elas é o nível de equipamentos, e a diferença de preço é de R$ 10 mil.
- Versão Pro: R$ 129.900 (preço de lançamento)
- Versão Max: R$ 139.900 (preço de lançamento)
- Início das entregas: 11 de novembro de 2026
- Motor elétrico: 70 kW (cerca de 95 cv) e torque máximo de 18 kgfm
- Bateria LFP: 42,3 kWh
- Autonomia: até 283 km pelo padrão PBEV do Inmetro
- Recarga em corrente contínua: até 89 kW
- Recarga em corrente alternada: até 6,6 kW
- Porta-malas: 459 litros, ampliável a 1.352 litros
Motor, bateria e recarga
O motor elétrico desenvolve 70 kW, equivalentes a aproximadamente 95 cv, e torque máximo de 18 kgfm. A bateria é de fosfato de ferro-lítio (LFP), com capacidade de 42,3 kWh. Ela proporciona autonomia de até 283 km pelo padrão PBEV do Inmetro.
Em corrente contínua, a recarga chega a até 89 kW. Isso permite elevar a bateria de 30% a 80% em cerca de 25 minutos, conforme as condições de carregamento. Em corrente alternada, a recarga é de até 6,6 kW, com tempo estimado de até oito horas para uma carga completa.
O carro também tem pré-condicionamento da bateria e as funções V2L e V2V. Elas permitem alimentar equipamentos elétricos compatíveis ou fornecer energia a outro veículo.
Dimensões, espaço interno e suspensão
O ArcFox T1 mede 4,34 metros de comprimento, 1,86 m de largura e 1,57 m de altura, com entre-eixos de 2,77 m. A aposta é no aproveitamento da cabine. O porta-malas comporta 459 litros e chega a 1.352 litros com os encostos traseiros rebatidos.
Por dentro, o habitáculo combina console central flutuante, painel de desenho horizontal e diversos compartimentos para objetos. Os bancos dianteiros podem ser reclinados até formar uma superfície praticamente plana. O espaço para as pernas na segunda fileira chega a 903 mm. Painéis e portas recebem acabamento com textura semelhante à camurça.
A suspensão usa arquitetura McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira, com componentes de alumínio na parte frontal. Segundo a fabricante, o acerto envolveu testes e avaliações de diferentes parâmetros para buscar equilíbrio entre conforto e estabilidade.
Equipamentos: o que muda entre Pro e Max
A versão Pro, de entrada, já traz central multimídia de 15,6 polegadas, painel de instrumentos digital de 8,8 polegadas e câmera com visão panorâmica de 540 graus. O sistema combina imagens do entorno com uma visualização da parte inferior do chassi, o que ajuda em manobras e na identificação de obstáculos. Os bancos dianteiros têm ajustes elétricos, o do motorista tem aquecimento, e o revestimento é de couro ecológico. As rodas são de aço de 17 polegadas, com calotas decorativas.
Por mais R$ 10 mil, a Max acrescenta:
- rodas de liga leve de 18 polegadas;
- teto panorâmico de 2,34 m² com cortina elétrica;
- tampa do porta-malas com acionamento elétrico;
- retrovisores externos com rebatimento elétrico;
- ventilação e memória de posição nos bancos dianteiros;
- ajustes elétricos e aquecimento também no assento do passageiro.
A principal diferença, porém, está no pacote de assistência à condução da Max. Ele inclui frenagem autônoma de emergência, alerta de colisão frontal, controle de cruzeiro adaptativo com função Stop-and-Go, assistência de centralização na faixa, auxílio em congestionamentos, alerta de colisão com pedestres e alerta de saída de faixa. A versão também oferece estacionamento automático, assistência para a passagem por espaços estreitos e auxílio à marcha à ré com memorização do trajeto.
Rede de concessionárias e pós-venda
Fundado em 1958, em Pequim, o Grupo BAIC estrutura sua operação nacional com uma rede inicial de 50 concessionárias. Elas venderão veículos das marcas BAIC e ArcFox nos mesmos showrooms. A empresa pretende chegar a 150 pontos de venda até o fim de 2027.
A estratégia inclui investimentos em pós-venda, abastecimento de peças e treinamento técnico para atender aos modelos eletrificados. Está previsto um armazém de peças em Itajaí (SC), operado em parceria logística com a Foton. Haverá também assistência 24 horas para emergências, com socorro e reboque conforme as condições do programa. A marca ainda planeja oferecer o BAIC Concierge, serviço de atendimento personalizado por telefone e WhatsApp.
O que muda para o comprador brasileiro
O ArcFox T1 é o primeiro passo do plano de expansão da BAIC no Brasil, que prevê ampliar o portfólio e fortalecer a estrutura comercial e de pós-venda. A fabricante aposta na combinação de preço, espaço interno e equipamentos para conquistar quem quer migrar para um elétrico.
Para quem compara, a Pro concentra os itens essenciais de conforto e tecnologia. A Max, por R$ 10 mil a mais, acrescenta recursos de conveniência e de segurança ativa. O tamanho da rede de lojas e do pós-venda deve pesar na decisão, já que a marca está começando no país.
