quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Caoa Changan CS55 é SUV médio com preço de Tera e consumo de Tiguan

O Caoa Changan CS55 é o terceiro carro da marca no Brasil, e o mais barato. Mais do que isso, a premissa de que carros chineses sofrem com falta de tropicalização não funciona com o SUV. O modelo, que é fabricado pela Caoa em Anápolis (GO), recebeu um banho de nacionalização na mecânica e no visual.

Testamos a configuração intermediária do CS55, a Infinity, que custa R$154.990 – valor promocional prometido pela marca ao menos até o próximo dia 19 de setembro. Esse preço posiciona o modelo contra versões intermediárias de SUVs compactos como VW T-Cross e Hyundai Creta, embora ele chegue a ser mais barato do que as versões topo de linha de VW Tera e Jeep Avenger.

SUV escuro CAOA Changan em movimento, visto por trás, em uma estrada com vegetação verde e céu nublado
<span class="hidden">–</span>Fernando Pires/Quatro Rodas

Porém, quando o assunto são dimensões, o modelo se mostra maior do que VW Taos, Toyota Corolla Cross e Jeep Compass. São 9 cm a mais que os dois primeiros e 15 cm a mais que o Jeep. O CS55 mede 4,55 m de comprimento, 1,86 m de largura, 1,67 m de altura e 2,65 m de entre-eixos. O porta-malas tem bons 525 litros e abertura automática.

Há também teto solar panorâmico, bancos dianteiros ventilados e aquecidos, ar-condicionado automático de duas zonas, sistema de som Pioneer de 8 alto–falantes.

Continua após a publicidade

O visual segue a linha da família CS da Caoa Changan no Brasil, com um apelo mais urbano já seguido pelo SUV grande CS75. A grade toma grande parte da dianteira e os faróis, full-led, têm as luzes principais nas extremidades. O conjunto fica completo com uma assinatura luminosa em formato de “C” interligadas por uma barra de LED.

SUV azul escuro em movimento, passando por uma poça dágua na estrada, com respingos visíveis. O fundo desfocado mostra um campo verde e céu nublado
<span class="hidden">–</span>Fernando Pires/Quatro Rodas

O interior tem acabamento escurecido e há materiais emborrachados tanto nas portas, quanto no painel. Luzes ambiente com diversas opções de cores complementam o visual. No conjunto de telas, o quadro de instrumentos tem 10,3’’ que muda a visualização a depender o modo de condução selecionado. Já a multimídia, de 14,6’’, concentra comandos como abertura e fechamento do teto solar, configuração dos retrovisores e até acendimento dos faróis.

Continua após a publicidade

Interior moderno de um carro, com volante multifuncional e dois grandes monitores digitais. O monitor central exibe um SUV branco em uma estrada, enquanto o do painel mostra informações do veículo. Bancos de couro escuro e detalhes prateados complementam o design elegante.
<span class="hidden">–</span>Fernando Pires/Quatro Rodas
Tela de controle de um carro com opções de farol, assento, janelas, teto solar, retrovisores e porta-malas, exibindo um SUV branco na tela inicial
<span class="hidden">–</span>Fernando Pires/Quatro Rodas

Em segurança, o CS55 tem seis airbags e um pacote completo de assistências à condução (ADAS), com alerta de colisão frontal e traseira. Acrescentam na lista câmera 360° com chassi transparente, monitor de pontos cegos, alerta de abertura de porta e assistente de permanência em faixa com correção ativa e centralização.

Continua após a publicidade

Assim como Uni-t, o CS55 também um recurso que nenhum outro SUV concorrente oferece. Por meio da chave, de forma remota, o carro entra ou sai de uma vaga apertada. Nesta função, o carro só anda reto: se o volante estiver virado, o carro alinha antes de se mover.

Painel digital de carro com velocímetro à esquerda marcando P e modo SPORT, autonomia de 426km. No centro, um carro branco em uma estrada e o total de 1075km. À direita, informações de pressão dos pneus (33, 36, 33, 34 psi) e temperatura. No topo, horário 10:18 e temperatura externa 23°C
<span class="hidden">–</span>Fernando Pires/Quatro Rodas

Anda bem, mas cobra o preço

O motor é um 1.5 turbo flex de 180 cv e 29,2 kgfm de torque, acompanhado por um câmbio automatizado de dupla embreagem de sete marchas. Nos nossos testes, feitos com gasolina, o SUV foi de 0 a 100 km/h em 8,1 segundos – mais rápido que um Jeep Compass T270, que fez a mesma prova em 9,4 s.

Continua após a publicidade

Teto solar panorâmico de um carro, com duas seções de vidro, uma aberta e outra fechada, revelando o céu claro e reflexos esverdeados. O interior do veículo é escuro, com parte do banco de couro visível.
<span class="hidden">–</span>Fernando Pires/Quatro Rodas

Tanto no ambiente de pista quanto no percurso urbano, acelerar o modelo pode ser, por vezes, uma experiência não tão agradável. A calibração do acelerador eletrônico e o momento de entrega do torque têm uma combinação inesperada, dando a sensação de retardo com uma entrega abrupta de força.

Isso não significa que o carro não tenha boas respostas em todas as situações, principalmente no modo Sport, em que o conjunto ganha mais apetite. Além desse, existem ainda o Normal e o Eco, que reduzem a situação desconfortável.

Continua após a publicidade

Interior de um carro azul-escuro, com a porta do motorista aberta. Volante e painel digital visíveis, bancos de couro cinza-escuro e claro, com costuras brancas. O banco do motorista possui controles elétricos na lateral. O chão é coberto por tapetes pretos. Ao fundo, um campo verde e céu claro.
<span class="hidden">–</span>Fernando Pires/Quatro Rodas
Interior de um carro azul escuro, mostrando os bancos traseiros de couro preto com cintos de segurança e fivelas vermelhas. O banco do passageiro dianteiro também é visível, com um bolso na parte de trás. A janela traseira exibe uma paisagem embaçada com vegetação e céu claro. A porta traseira está aberta, revelando a dobradiça e o mecanismo de travamento. O carpete do chão é preto.
<span class="hidden">–</span>Fernando Pires/Quatro Rodas

Por falar no modo Eco, é nele que os nossos testes de consumo são feitos. Nem assim, porém, o CS55 obteve boas médias. Com gasolina, o modelo chegou aos 9 km/l na cidade e 11,1 km/l na estrada, números semelhantes aos vistos no VW Tiguan, um SUV grande com mais de 270 cv de potência.

O acerto da suspensão é agradável e, junto aos pneus de perfil relativamente alto, 225/55 R19, tem boa entrega de conforto para rodar na cidade. Já na estrada, a rolagem da carroceria não se mostrou tão firme. Em acelerações e retomadas, a inclinação longitudinal é agradável.

Porta-malas de um carro SUV azul escuro, visto de trás com a tampa aberta. O interior é revestido em carpete cinza escuro, com os bancos traseiros pretos visíveis ao fundo, rebatidos para aumentar o espaço de carga. Há ganchos de fixação nas laterais e uma barra de cobertura retrátil acima dos bancos
<span class="hidden">–</span>Fernando Pires/Quatro Rodas

A distância em relação ao solo de 18,8 cm foi suficiente para que o carro passasse sem dificuldades em valetas ou trechos de asfalto mais esburacados. O carro tem 1.466 kg e ao pisar no pedal do freio, o motorista sente que o CS55 não é dos mais leves, já que o pedal é um tanto borrachudo.

No caso da direção, o CS55 tem 4 modos: Leve, Normal, Auto e Sport. A maior diferença fica entre o primeiro e o último. Na prática, a sensação é de que o rodar do volante fica mais ou menos macio a depender da opção selecionada.

Pneu Pirelli Scorpion com aro de liga leve preto e prata, detalhe do disco de freio e pinça, parte inferior de um carro azul escuro e asfalto cinza ao fundo
<span class="hidden">–</span>Fernando Pires/Quatro Rodas

No teste, o modo Auto e Normal foram muito parecidos e os mais agradáveis, enquanto o Sport dá a sensação de mais controle sobre o carro, principalmente em velocidades mais altas, por ter um “peso” extra. No modo Leve, a direção fica com uma resposta muito lenta e causa certo desconforto até mesmo em curvas mais abertas.

Publicidade

Você também pode gostar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *