segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Audi Q9: primeiro SUV de três fileiras da marca chega para enfrentar BMW X7 e Mercedes GLS

A Audi abriu as encomendas do Q9, o maior automóvel que a marca já produziu e seu novo carro-chefe. É um SUV de três fileiras, formato que a fabricante nunca tinha tido no portfólio. As entregas na Alemanha começam em novembro, a partir de € 108.400. O modelo mede 5,31 m de comprimento, 2,21 m de largura e 1,81 m de altura, com 3,14 m entre eixos.

Por que a Audi precisava do Q9

O lançamento tem motivo claro. As vendas da Audi nos Estados Unidos caíram 17% no primeiro semestre de 2026. Durante uma década, a marca viu BMW X7 e Mercedes-Benz GLS e Classe G dividirem o segmento de SUV grande de luxo sem uma rival alemã à altura.

Há ainda outro vazio no portfólio. O sedã A8, carro-chefe histórico da marca, está fora de linha, e o Q9 herda o posto.

Tamanho, plataforma e produção

Até agora, o maior SUV da Audi era o Q7. Na comparação divulgada pela fabricante, o Q9 é 25,4 cm mais longo, tem 12,7 cm a mais entre eixos e oferece 113 litros extras de porta-malas com a terceira fileira em uso.

O modelo usa a plataforma PPC, a mesma do novo Q7. O Q8, apesar do número maior no nome, segue na antiga MLB. A produção fica em Bratislava, na Eslováquia.

Motores e tecnologia mecânica

Na Europa, a estreia é diesel. O motor 3.0 V6 de topo entrega 299 cv e 64,2 kgfm, e em mercados selecionados há uma versão de 245 cv e 51 kgfm. Ambas usam o sistema híbrido leve MHEV plus, que combina:

  • gerador acoplado ao câmbio;
  • alternador-partida por correia;
  • bateria de fosfato de ferro-lítio.

O conjunto soma até 24 cv nas arrancadas e ultrapassagens e permite trechos em modo elétrico.

O detalhe mais interessante da mecânica é o compressor elétrico, que trabalha junto com a sobrealimentação em dois estágios. Ele constrói até 3,6 bar de pressão absoluta em 1,2 segundo, o que praticamente elimina o atraso de resposta do turbo. Câmbio automático de oito marchas e tração integral permanente quattro são de série, e o consumo declarado é de 13,5 km/l.

Nos Estados Unidos, a linha muda. A versão de entrada traz um V6 2.9 biturbo a gasolina de 435 cv e 61,1 kgfm, com 0 a 96 km/h em 4,9 s. No topo fica o SQ9, com V8 4.0 biturbo de 599 cv e 81,6 kgfm, 0 a 96 km/h em 3,8 s e velocidade máxima de 249 km/h. Um híbrido plug-in é esperado para 2027.

Suspensão, direção e freios

A suspensão pneumática adaptativa é de série, com 9 cm de amplitude total de altura. O carro também pode baixar 6,2 cm para facilitar a entrada.

A direção nas quatro rodas esterça o eixo traseiro até 5 graus. Em baixa velocidade, as rodas traseiras viram no sentido oposto ao das dianteiras, para reduzir o raio de giro. Em rodovia, viram no mesmo sentido, para estabilizar mudanças de faixa. O drive select tem sete modos e um assistente que escolhe sozinho conforme o piso e a condução.

Os discos ventilados dianteiros são de compósito leve, com 400 mm, e os traseiros têm 350 mm. As pinças fixas de seis pistões vêm em cinza, com vermelho opcional.

O que muda para o mercado

O Q9 é a resposta da Audi a um segmento em que a marca ficou ausente por anos. Ele une dimensões inéditas para a fabricante, três fileiras de bancos e tecnologia mecânica de ponta. Para quem acompanha o mercado de luxo no Brasil, o modelo mostra como as alemãs disputam o topo dos SUVs grandes, hoje representado por X7 e GLS. Por ora, os preços e as entregas divulgados são os da Alemanha, e não há informação nesta fonte sobre a chegada do Q9 ao Brasil.

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