Lewis Hamilton conseguiu comprar uma Ferrari F40 fabricada em 1991 que praticamente nunca foi usada. O superesportivo passou mais de 30 anos guardado em uma garagem particular e chegou ao piloto com apenas 69 km no hodômetro. Ao desmontar o motor durante a restauração, a Ferrari encontrou ainda uma coincidência curiosa: o bloco trazia a inscrição "Engine No. 44", o mesmo número que Hamilton usa nas pistas desde 2014.
Um carro comprado novo e quase nunca usado
De acordo com a história contada pelo próprio Hamilton em um vídeo publicado nesta semana, o antigo proprietário comprou a F40 nova, dirigiu até em casa e praticamente não voltou a usá-la. Os 69 km registrados são uma distância que muitos carros percorrem em um único dia.
Depois de adquirir o carro, Hamilton decidiu enviá-lo diretamente ao programa Ferrari Classiche, em Maranello, para uma revisão completa antes de colocá-lo novamente para rodar.
Ferrari desmontou até o motor
Mesmo com a quilometragem quase simbólica, deixar um carro parado por mais de três décadas cobra seu preço. A equipe da Ferrari retirou o V8 2.9 biturbo para uma inspeção mecânica completa, levantou o carro para revisar toda a parte inferior e desmontou diversos componentes antes de fazer a primeira partida sob a propriedade de Hamilton.
Segundo o piloto, a F40 precisou de surpreendentemente poucas peças novas, considerando o tempo em que ficou parada. Hamilton também optou por não preservar a sujeira e as marcas acumuladas durante os anos de armazenamento: a escolha foi por uma restauração completa, deixando o carro o mais próximo possível da condição em que saiu da fábrica em 1991.
O motor número 44
O detalhe mais improvável apareceu durante a desmontagem do motor. O bloco trazia a inscrição "Engine No. 44", justamente o número utilizado por Hamilton desde 2014. A coincidência ganha ainda mais peso porque não se trata de uma personalização feita depois da compra: a numeração já estava no motor daquela F40 havia décadas, muito antes de o carro pertencer ao piloto.
Desde então, o carro apareceu com uma placa trazendo o número 44, combinando com a inscrição encontrada no motor.
Usar ou preservar?
Depois de cerca de três décadas praticamente sem uso, a Ferrari restaurada foi ligada novamente. Hamilton já havia dito que sonhava em ter uma F40, o que tornou a primeira partida ainda mais especial após o trabalho da equipe da Ferrari Classiche. O piloto levou o carro ao GP da Itália de 2026, em Monza, onde ele chamou atenção pela condição praticamente impecável.
- Hamilton admite não saber quanto pretende dirigir a F40.
- Os 69 km originais e a restauração completa fazem dela um dos exemplares mais próximos de um carro novo que ainda existem.
- Cada quilômetro acrescentado deixa a F40 um pouco menos extraordinária como cápsula do tempo.
Ao mesmo tempo, manter um dos carros mais desejados já produzidos pela Ferrari eternamente parado parece quase tão estranho quanto descobrir que ele passou mais de 30 anos fazendo exatamente isso.
O que significa para o mercado
A história reforça o fascínio que exemplares originais e muito bem preservados da F40 exercem sobre colecionadores e entusiastas, inclusive no Brasil, onde o superesportivo é admirado como um dos ícones da Ferrari. O caso mostra como a procedência, a baixa quilometragem e o suporte de programas de fábrica como o Ferrari Classiche fazem diferença na forma como um clássico é visto, e transformam o dilema de Hamilton entre usar ou guardar o carro em uma escolha que muitos colecionadores conhecem bem.
