A Toyota confirmou um aporte recorde de US$ 1,34 bilhão (cerca de R$ 7,3 bilhões em conversão direta) para viabilizar a produção de um modelo eletrificado em sua fábrica de Zárate, na Argentina. A iniciativa acabou de ser aprovada pelo RIGI (Regime de Incentivo para Grandes Investimentos), garantindo a maior injeção financeira já feita na indústria automotiva do país vizinho.
O Ministério da Economia argentino e a própria fabricante destacaram que o projeto prevê a fabricação de um veículo com propulsão 100% eletrificada, solução técnica ainda inédita em larga escala na indústria local. A empresa evita nomear qual modelo sairá dessa nova linha de montagem em seus comunicados oficiais. Contudo, o movimento aponta diretamente para a próxima geração da Hilux, que necessita de eletrificação imediata para enfrentar o avanço de concorrentes com tecnologia semelhante.

A instalação desse maquinário prepara a transição da fabricante para os próximos anos. De acordo com o governo argentino, aproximadamente 70% do volume produzido por meio deste investimento será enviado para fora do país, gerando uma receita de exportação anual superior a US$ 1,2 bilhão. O Brasil, assim como já ocorre com as atuais Hilux e SW4, continuará absorvendo a maior fatia desse volume fabril.
A estreia comercial no mercado brasileiro ocorrerá no início de 2027, encabeçada pelas opções equipadas com o motor quatro cilindros 2.8 turbodiesel sem eletrificação. A variante com sistema híbrido leve fará sua estreia no segundo trimestre do mesmo ano. Por sua vez, o SUV derivado SW4 entrará em linha de produção no país vizinho entre março e abril de 2027.
A opção 100% elétrica da picape tem fabricação prevista para o final de 2027, com entregas nas concessionárias brasileiras programadas para 2028. Essa cadência de lançamentos gerou ressalvas entre os distribuidores da marca, que apontam o avanço de concorrentes como a Ford Ranger híbrida plug-in e a futura geração da Volkswagen Amarok.
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A motorização a combustão mantém o bloco quatro cilindros 2.8 turbodiesel de 204 cv e 50,9 kgfm. O sistema híbrido leve adiciona um gerador elétrico acoplado a uma bateria de 48V, focado na redução de consumo em partidas e acelerações, sem alterar a capacidade de reboque de 3.500 kg ou a carga útil de 1.000 kg.
A configuração 100% elétrica adota dois motores que entregam a potência combinada de 196 cv. O conjunto elétrico dianteiro gera 112 cv e 20,9 kgfm, enquanto o traseiro fornece 176 cv e 27,4 kgfm. Alimentada por uma bateria de 59,2 kWh, a versão oferece autonomia estimada em 240 km pelo ciclo WLTP e capacidade de reboque reduzida para 1.600 kg.
Rumores da imprensa vizinha também mencionam a possibilidade de produzir uma picape de maiores dimensões na unidade de Zárate, muitas vezes comparada à Tacoma norte-americana. Apesar das especulações sobre aumento de porte, o foco industrial prático é modernizar a estrutura operante desde 1997. A meta é garantir espaço físico e ferramentaria para variantes que contemplam a tecnologia híbrida e um provável modelo totalmente elétrico.
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Para justificar o volume de capital, a capacidade de gerar escala torna-se essencial. Apenas na fase de obras e implementação das novas áreas industriais, a Toyota projeta abrir cerca de 3.600 postos de trabalho. Quando a planta iniciar sua operação plena, a estimativa do projeto é consolidar 2.600 empregos diretos e indiretos na região da bacia do Rio Paraná, movimentando toda a cadeia de autopeças.
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