A Land Rover apresenta o novo Range Rover Sport elétrico poucas semanas após revelar o Range Rover movido a baterias. A novidade estreia no mercado europeu no início de 2027 com a promessa de entregar o comportamento dinâmico de um motor V8 a combustão, mas com emissão zero.
A decisão de acelerar os lançamentos tenta antecipar a ofensiva contra rivais alemães de alto desempenho, preservando a identidade estética e a capacidade fora de estrada em uma arquitetura de 800 volts.

A fabricante precisava provar que o peso extra do conjunto elétrico não arruinaria a condução esportiva em curvas fechadas. Para contornar a massa das baterias, a estrutura da plataforma longitudinal modular (MLA) recebeu reforços estruturais que aumentaram a rigidez torcional em 61%. Simultaneamente, os engenheiros conseguiram baixar o centro de gravidade do utilitário em 7,3 cm, melhorando a estabilidade em altas velocidades sem sacrificar o vão livre do solo.
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O utilitário utiliza dois motores elétricos de 260 kW que entregam até 550 cv e 86,7 kgfm de torque nas configurações mais caras. Essa força imediata, superior à de muitos esportivos compactos, faz o carro ir de 0 a 100 km/h em apenas 4,5 s com o modo de controle de largada ativado. O envio da tração aumenta de forma rápida e controlada, auxiliado por um sistema que recalcula o escorregamento dos pneus 500 vezes por segundo.

A energia fica armazenada em uma bateria de 118,5 kWh, gerenciada pelo sistema térmico inteligente da montadora para otimizar o rendimento em dias frios. A capacidade homologada no ciclo europeu WLTP alcança 609 km, embora a própria Land Rover estime cerca de 537 km em uso real.
O circuito elétrico garante carregamentos de alta potência, permitindo elevar a carga de 10% a 80% em 22 minutos, além de recuperar 220 km de alcance em paradas rápidas de 10 minutos.

O desenho manteve as linhas conhecidas das versões a combustão e híbridas plug-in (PHEV), evitando choques estéticos para o consumidor fiel. As mudanças visuais priorizam a eficiência aerodinâmica, adotando uma grade frontal mais fechada e rodas de 22 polegadas com desenho próprio. Essas pequenas alterações garantem 16 km de alcance adicional na comparação com o Range Rover elétrico tradicional.

O pacote mecânico mescla conforto e agilidade com a suspensão a ar adaptativa, que lê o piso e ajusta a rigidez constantemente. Os amortecedores de dupla válvula e o eixo traseiro esterçante ajudam a anular o rolamento da carroceria em mudanças bruscas de trajetória. Fora do asfalto, o modelo supera rampas com 45 graus de inclinação e atravessa trechos alagados com até 90 cm de profundidade sem risco de pane nos sistemas.

A linha será vendida na Europa nos pacotes Dynamic SE, Dynamic HSE, Autobiography e na edição First Edition, que traz pintura cinza-acetinada e teto preto contrastante. Na Inglaterra, a tabela começa em 109.810 libras (cerca de R$ 752.000 na conversão simples e sem impostos). Ainda não há data oficial para a chegada do SUV ao Brasil.
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