O cantor e ator Fiuk, 35, tornou-se réu em ação penal por perturbação do sossego após reclamações de vizinhos do condomínio onde mora, na região de Alphaville, em Barueri (SP). A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público de São Paulo e aceita pela Justiça em 7 de julho. A defesa nega as acusações. Piloto de drift e entusiasta de carros esportivos, ele é acusado de ligar e acelerar veículos na garagem de casa em horários de descanso.
O que diz a denúncia
Segundo o Ministério Público, o artista teria o hábito de ligar e acelerar veículos na garagem da residência durante a madrugada e em outros horários de descanso, com ruídos que incomodavam os moradores. Os episódios teriam ocorrido entre janeiro de 2025 e março de 2026.
O caso foi enquadrado no artigo 42, inciso III, da Lei das Contravenções Penais, que trata de perturbar o trabalho ou o sossego alheios por abuso de instrumentos sonoros. Por se tratar de contravenção de menor potencial ofensivo, a pena prevista é de prisão simples de 15 dias a três meses, ou multa.
Tornar-se réu significa que a Justiça viu indícios suficientes para abrir a ação, sem que haja condenação.
Proposta recusada e posição da defesa
- Em 30 de junho, Fiuk recusou uma proposta de transação penal apresentada pelo Ministério Público para encerrar o processo.
- O acordo previa prestação de serviços à comunidade ou o pagamento de meio salário mínimo a um fundo ou entidade.
- Em nota, a assessoria jurídica do artista afirmou que ele nega as acusações e preferiu que os fatos sejam esclarecidos pela Justiça.
- A assessoria disse ainda que ele "respeita seus vizinhos, não tem a intenção de causar incômodo a ninguém".
- A defesa também pediu a análise do encaminhamento do caso à Justiça Restaurativa.
Fiuk e o mundo do drift
Filho de Fábio Jr., Fiuk também é conhecido pela prática de drift, modalidade automobilística baseada em derrapagens controladas e disputada em pistas e espaços fechados. No Brasil, a categoria tem competições organizadas sob a chancela da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA).
O cantor mantém carros preparados para a modalidade, em geral de tração traseira, como BMW M3, Nissan 350Z, Chevette e Ford Mustang, e participa de eventos em pistas fechadas. Nas redes sociais, tem publicado conteúdos sobre a técnica e anunciou em julho uma masterclass sobre o tema.
As adaptações exigidas pelo drift, de suspensão, ângulo de esterço, freio de mão hidráulico e reforço estrutural, costumam afastar os carros da configuração original e pesam na revenda.
Para o mercado e para o público apaixonado por carros no Brasil, o caso mostra que a cultura de modelos preparados e do automobilismo de drift também tem limites no convívio em condomínio. Enquanto a ação segue na Justiça, a pena prevista é branda e não há condenação: o processo apenas começou, e a defesa mantém que o artista nega as acusações.
