A Mercedes-Benz apresentou a terceira geração do GLA, que estreia com versões 100% elétricas e assume um papel maior do que o de simples sucessor: o SUV compacto herda a vaga do EQA e sepulta a sigla EQ, criada pela marca para separar seus modelos a bateria. As encomendas abriram na Alemanha em 30 de julho, e as primeiras entregas estão previstas para novembro.
Plataforma nova e proporções redesenhadas
O GLA passa a usar a plataforma MMA, a mesma do CLA e do novo GLB, e adota uma silhueta mais rebaixada. O carro ficou 2 cm mais baixo, cresceu 6,1 cm entre-eixos, chegando a 2,79 m, e ganhou bitolas traseiras mais largas. O comprimento é de 4,57 m, e o coeficiente aerodinâmico caiu para 0,27, segundo a fabricante.
O espaço de carga também evoluiu:
- O porta-malas leva 410 litros, 70 a mais que o do EQA, e chega a 1.400 litros com os bancos traseiros rebatidos.
- As versões elétricas ganham ainda um compartimento dianteiro (frunk) de 107 litros.
- As configurações 4MATIC rebocam até 2 toneladas.
Painel com recursos de videogame e recarga rápida
Por dentro, o destaque é o MBUX Superscreen, opcional que reúne até três telas sob uma mesma superfície de vidro: o painel digital de 10,25", a central de 14" e um terceiro visor dedicado ao passageiro da frente. O conjunto roda o sistema MB.OS, com inteligência artificial generativa, e recorre a recursos gráficos do tipo empregado no desenvolvimento de videogames.
A arquitetura elétrica de 800 volts permite recarga em corrente contínua de até 320 kW, capaz de recuperar até 270 km de autonomia em dez minutos, de acordo com a marca. Em corrente alternada, o carregador de bordo é de 11 kW, com 22 kW como opcional.
Três versões na estreia e híbridos leves em 2027
A linha estreia com três versões:
- GLA 200 electric: 224 cv e bateria LFP de 58 kWh.
- GLA 250+ electric: 272 cv, pacote NMC de 85 kWh e a mais eficiente do trio, com até 657 km no ciclo WLTP.
- GLA 350 4MATIC electric: dois motores e tração integral, 354 cv, aceleração de 0 a 100 km/h em 5,4 segundos e até 643 km de autonomia.
As três param nos mesmos 210 km/h. Uma quarta configuração, com bateria NMC de 71 kWh, entra na lista no início de 2027.
Na Alemanha, os preços partem de 48.599 euros na GLA 200, passam por 54.978 euros na GLA 250+ e chegam a 58.107 euros na GLA 350 4MATIC.
Os motores a combustão só chegam no primeiro semestre de 2027 e não em configuração convencional: serão híbridos leves de 48 V. O sistema usará um 1.5 turbo de quatro cilindros com motor elétrico de 30 cv integrado a um câmbio de dupla embreagem e oito marchas, alimentado por bateria de 1,3 kWh.
O que muda para o Brasil
A Mercedes-Benz do Brasil não confirmou planos para o modelo no país, e por isso não há, por ora, informação sobre versões, preços ou data de chegada ao mercado brasileiro. Ainda assim, o movimento é relevante: ao abandonar a sigla EQ no compacto de entrada e unificar elétricos e futuros híbridos sob o nome GLA, a marca indica uma mudança de estratégia na nomenclatura, que pode servir de referência para o que a empresa fará com seus próximos lançamentos em outros mercados.
