O Honda City 2027 é um carro muito bom de andar, tanto no hatch quanto no sedã, e mantém o conjunto mecânico equilibrado que sempre foi sua virtude. O motor 1.5 flex entrega 126 cv, e o consumo no sedã, segundo o PBEV do Inmetro, chega a 15,3 km/l na estrada com gasolina. A pré-venda começa em outubro, com preços a partir de R$ 117.500, e as vendas regulares começam em novembro. A ressalva da avaliação está na cabine.
Consulte o preço atualizado do Honda City na tabela FIPE e compare com as versões anteriores.
O que mudou no City 2027
A linha 2027 é a primeira grande renovação da geração atual, lançada em 2022. Em 2025, as duas carrocerias passaram por um facelift discreto e pontual, acompanhado de mais recursos de bordo. Agora as mudanças são mais expressivas.
A dianteira foi inspirada no Prelude, esportivo recém-lançado no Brasil. Ficou mais baixa, com conjuntos óticos mais afilados e grade em formato de colmeia em todas as versões. Os para-choques são novos, e a equipe do WM1 chegou a dizer que o City deu uma "Preludada". Todas as versões têm faróis full-LED de série. A partir da Touring, há também uma barra de LED conectando os faróis.
Bom de guiar nas duas carrocerias
Depois de dirigir o carro por algumas horas, hatch e sedã, a avaliação concluiu que a Honda preservou o excelente equilíbrio do conjunto mecânico. O elogio vale para quem prefere a carroceria mais curta e para quem precisa do espaço extra do sedã.
Não há mudança de motorização. O 1.5 de quatro cilindros em linha tem injeção direta, duplo comando e os sistemas i-VTEC e VTC. Entrega 126 cv a 6.200 rpm, com etanol ou gasolina. O torque é de 15,8 kgfm com etanol e 15,5 kgfm com gasolina, sempre a 4.600 rpm.
O câmbio é CVT, com os sistemas Step-shift e EDDB. O Step-shift simula trocas de marcha em pontos fixos quando o acelerador é pressionado ao máximo. O EDDB aplica freio-motor em declives, o que traz mais segurança e menor degradação do sistema de freio.
Consumo e o detalhe que incomoda
O consumo do sedã, usado como referência pelo PBEV, varia conforme o combustível:
- Etanol: 9,1 km/l na cidade e 10,8 km/l na estrada
- Gasolina: 12,9 km/l na cidade e 15,3 km/l na estrada
O ponto de atenção da avaliação está na cabine. O texto-base da avaliação não detalha qual é a ressalva. Já a apresentação do modelo mostra um possível candidato: a nova multimídia de 10 polegadas, presente nas versões Touring e RS. Ela é multi-touch, com comandos de dois ou quatro dedos, e continua compatível sem cabo com Android Auto e Apple CarPlay. Quem testou a tela na apresentação, sem rodar com o carro, achou o recurso pouco funcional. É preciso treinar um pouco, a tela ficou com marcas e a posição da peça não é tão boa.
Versões, equipamentos e preços
O City Hatchback passa a ser vendido em cinco versões: LX, EX, EXL, Touring e RS. A RS é a novidade esportiva, com teto, capas dos retrovisores, antena e spoiler em preto, ponteira de escapamento esportiva e para-choque traseiro exclusivo. Por dentro, tem forro do teto preto, costuras vermelhas e pedaleiras de alumínio. O City Sedan será vendido nas versões LX, EX, EXL e Touring.
Todas as versões trazem o pacote de assistências Honda Sensing, que antes era exclusivo da Touring, além do pacote Família City. A partir da EXL, o carro tem o myHonda Connect, aplicativo que permite dar a partida à distância, travar e destravar as portas e localizar o veículo. As rodas são de alumínio, de 16 polegadas. O City é produzido em Itirapina (SP) e tem garantia total de seis anos, sem limite de quilometragem.
Os preços da pré-venda são:
- City Hatchback: de R$ 117.500 a R$ 155.300
- City Sedan: de R$ 117.500 a R$ 153.200
O que significa para o comprador
Para quem busca um hatch ou sedã em um mercado dominado por SUVs, o City 2027 chega com visual novo, mais equipamentos de série e a mecânica que já agradava. O consumo é um ponto a favor. A multimídia merece teste na concessionária antes da compra, e a escolha entre hatch e sedã fica por conta do espaço que cada comprador precisa.
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