A britânica Nathalie McGloin é a única mulher tetraplégica do mundo a competir em corridas de carros. Ela é também a única mulher com deficiência a possuir licenças tanto para corridas quanto para ralis no Reino Unido.
Como o automobilismo não dispõe de categorias separadas por gênero ou deficiência, Nathalie compete no mais alto nível diretamente contra homens sem deficiência. Sua condição física é decorrente de um acidente de carro sofrido aos 16 anos, no qual fraturou o pescoço e ficou completamente paralisada do peito para baixo.
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Para competir, a pilota utiliza um Porsche 987 Cayman S adaptado. O veículo é equipado com controles manuais radiais montados à direita da coluna de direção, cujo funcionamento exige empurrar a alavanca para a frente para frear e para baixo para acelerar. O mecanismo deixa sua mão esquerda livre para guiar e permite dosar o acelerador e a borboleta para obter maior controle sobre o carro.
O calendário esportivo de Nathalie divide-se entre dois campeonatos competitivos:
- Porsche Club Championship: Uma série de alto nível composta por sete etapas (duas corridas por fim de semana), disputada na classe um com pneus slick.
- Série New Millennium: Organizada pelo Classic Sports Car Club, com onze etapas — incluindo circuitos europeus —, disputada com pneus de borracha em classe definida pela cilindrada do motor.
A pilota compete em circuitos renomados do Reino Unido, tais como Silverstone, Brands Hatch e Donington. Ao longo de sua trajetória, acumulou diversos pódios e obteve sua primeira vitória absoluta no circuito GP de Silverstone, em 2018. Durante os dias de competição, Nathalie costuma manter sua garagem aberta ao público para visitação.

Além do trabalho nas pistas, Nathalie foi nomeada, em 2018, após três anos de carreira no esporte, Presidente da Comissão de Acessibilidade e Deficiência da Federação Internacional do Automóvel (FIA). No cargo, é responsável por gerir políticas globais para a participação de pessoas com deficiência no automobilismo.
Ela figura como a presidente mais jovem da comissão, uma das duas únicas mulheres a liderar uma comissão da FIA e a única integrante da entidade com lesão na medula espinhal. Paralelamente, atua como palestrante motivacional sob o lema “Tudo é Possível”.
