O órgão responsável por patentes industriais da China pode ter revelado, sem querer, o visual do novo Taos brasileiro. Registrado por lá como T-Roc L, o novo SUV médio da Volkswagen apareceu nos documentos do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação chinês com porte e proporções muito próximos do que vem sendo ventilado no Brasil como Projeto Saga.
O que mostram os registros chineses
As imagens foram encontradas pelo portal local Autohome e mostram um SUV produzido pela FAW-Volkswagen, com aproximadamente 4,64 metros de comprimento e 2,73 m de entre-eixos. O modelo é irmão do Jetta VS8, apontado por aqui como possível fonte dos novos SUVs médios que a marca prepara para a América do Sul e, em especial, para o Brasil.
Apesar do nome conhecido, o T-Roc L segue um caminho diferente do modelo europeu, com carroceria mais comprida e espaço para ocupar uma faixa acima na linha. Em relação ao T-Roc vendido atualmente na China, são cerca de 32 cm a mais no comprimento, e o entre-eixos cresceu 5 cm.
- Comprimento entre 4.641 e 4.648 mm, dependendo da configuração;
- Largura de 1.846 mm;
- Altura entre 1.619 e 1.627 mm;
- Opções de rodas de aro 17 ou 18" e teto solar panorâmico.
Para comparação, o VS8 tem aproximadamente 4,63 m de comprimento, 1,85 m de largura e 1,62 m de altura, com os mesmos 2,73 m entre os eixos.
Visual e motores
A semelhança com o VS8 aparece nas laterais, principalmente no formato das janelas, na posição dos retrovisores e nas proporções das portas. A última janela, junto à coluna traseira, mostra bem esse parentesco, embora vincos e acabamentos sejam diferentes.
Na dianteira, o SUV adota faróis estreitos ligados por uma faixa que atravessa o logotipo, com a entrada de ar principal no para-choque. A versão R-Line, no estilo do Tiguan, concentra boa parte dessa área em preto, repetindo a cor no teto, nos retrovisores e nas rodas, além de trazer o emblema nas portas dianteiras. A configuração convencional usa detalhes prateados na parte inferior e teto na cor da carroceria. Atrás, as lanternas são unidas por uma faixa vermelha, com o nome T-Roc L abaixo do logotipo e um para-choque que combina plástico preto com aplique prateado.
Na parte mecânica, não há revolução: os registros mantêm os motores a gasolina do modelo chinês atual. A versão 280 TSI usa o 1.4 turbo de 150 cv, e a 300 TSI recebe um 1.5 turbo de aproximadamente 160 cv. Ambas têm velocidade máxima declarada de 200 km/h. Os documentos não detalham o câmbio, não indicam assistência híbrida e não revelam mais detalhes da cabine.
E o Taos brasileiro?
Segundo a Autoesporte, o próximo Taos nacional aproveitará muitos elementos da carroceria do Jetta VS8, mas com dianteira e traseira próprias. A publicação identificou em protótipos semelhanças nas portas, nos vidros, nas caixas de roda e até no aerofólio, além de antecipar medidas praticamente iguais às do SUV chinês.
De acordo com a revista, o sucessor do Taos será produzido em São Bernardo do Campo (SP), com lançamento previsto para o fim de 2028. As motorizações deverão usar o 1.5 TSI Evo2 flex, associado a um sistema híbrido leve de 48 volts nas versões de entrada e a um conjunto híbrido pleno nas mais caras, sem necessidade de recarga externa. O projeto é identificado como A-SUV e chegará depois do Saga, previsto para 2027 e apontado como a versão local do T-Roc europeu.
O Saga, em formato cupê, era inicialmente apontado como sucessor do Nivus, mas seu tamanho será bem maior do que o do derivado do Polo, o que levará a marca a um segmento inédito entre seus produtos por aqui.
Ainda falta confirmar se o carro brasileiro repetirá o desenho do T-Roc L, mas o registro já permite imaginar como a Volkswagen pode transformar a receita do VS8 em um produto da sua marca principal. Para o mercado brasileiro, o movimento indica uma Volkswagen disposta a ampliar a oferta de SUVs médios, com motorização flex e hibridização, em um segmento disputado.
