O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China (MIIT) vai aplicar regras mais rígidas para as telas sensíveis ao toque nos automóveis. A diretriz quer avaliar o nível de distração do motorista e a confiabilidade dos sistemas. Ela também determina que as montadoras testem o comportamento das superfícies de vidro em cenários de colisão.
Depois das maçanetas, as telas
A medida vem na sequência de outra decisão do órgão. O MIIT já havia vetado as maçanetas retráteis embutidas por motivos de segurança. Agora, o foco passa para o interior do carro, e em especial para os sistemas de entretenimento e informação que ficam à frente do motorista.
O movimento mostra que o regulador chinês passou a olhar com mais atenção para itens de design e tecnologia que ganharam espaço nos carros modernos. Esses itens passam a ser analisados também pelo impacto que podem ter na segurança de quem dirige.
O que muda para as telas e os sistemas
A nova diretriz se apoia em dois critérios principais para as telas sensíveis ao toque:
- o nível de distração do motorista;
- a confiabilidade dos sistemas.
Na prática, não basta que a central multimídia funcione. Ela precisará ser avaliada pela maneira como afeta a atenção de quem está ao volante e pela segurança com que opera.
A diretriz também trata das superfícies de vidro. As montadoras deverão testar como elas se comportam em cenários de colisão. A exigência chama atenção porque o vidro é um elemento cada vez mais presente nos projetos atuais.
Quem entra na mira
Segundo a informação divulgada, veículos com grandes centrais de entretenimento e equipamentos como head-up displays passarão por avaliações de segurança viária mais rígidas na China. Esses equipamentos exibem informações ao motorista e costumam ser vistos como símbolo de modernidade. Agora ficam sujeitos a um escrutínio mais detalhado.
Isso significa que montadoras que apostam em painéis amplos e em tecnologias de projeção de dados terão de demonstrar que essas soluções não comprometem a segurança viária.
O que isso significa para o mercado brasileiro
As regras valem para a China, e a fonte não traz informação sobre efeitos no Brasil. Ainda assim, o tema interessa ao consumidor brasileiro. Grandes telas e recursos tecnológicos têm se tornado parte central da experiência a bordo, e a decisão de um regulador importante mostra que a segurança desses itens entrou na pauta.
Para quem acompanha o setor, o caso é um sinal de que o debate sobre distração ao volante e confiabilidade dos sistemas embarcados ganha peso regulatório. Vale observar se outros mercados vão seguir o mesmo caminho.
