A GWM avançou sobre a Caoa Chery no ranking brasileiro de julho e colocou uma segunda fabricante chinesa entre as dez marcas que mais emplacaram automóveis e comerciais leves no país.
A mudança amplia um movimento que já tinha a BYD como protagonista e mostra que a disputa deixou de ficar restrita aos modelos eletrificados.
O resultado mensal também interrompe a vantagem conquistada pela Caoa Chery em junho.
Naquele mês, a empresa havia terminado na décima posição, enquanto a GWM apareceu logo atrás. Em julho, a ordem se inverteu, com a fabricante de Haval, Ora, Tank, Wey e Poer assumindo a vaga no grupo principal.
Como a GWM conseguiu voltar ao top 10?
A recuperação foi sustentada por uma gama mais ampla. O Haval H6 continua como o produto de maior volume, mas a marca passou a depender menos de um único SUV.
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Descubra qual éHaval H9, Tank 300, Ora 03, Ora 5, Wey 07 e a picape Poer P30 ajudam a alcançar públicos de preços e necessidades diferentes.
Esse avanço fica mais claro quando comparado ao início do ano. Em maio, a GWM registrou 7.437 veículos, seu recorde mensal até então, e entrou no top 10.
No acumulado dos cinco primeiros meses, já somava 28.482 unidades, crescimento de 133% sobre o mesmo intervalo de 2025.
Recorte GWM Caoa Chery Maio Entrou no top 10 Ficou atrás da GWM Junho 11ª colocada 10ª colocada Julho Voltou ao top 10 Perdeu a vagaPor que duas chinesas no top 10 mudam o mercado?
A BYD fechou o primeiro semestre na quarta posição, com 99.028 emplacamentos. A presença simultânea da BYD e da GWM entre as dez maiores transforma o avanço chinês em uma mudança estrutural, e não apenas em um pico isolado de vendas.
Para as marcas tradicionais, a pressão aparece em várias frentes. A BYD ataca os segmentos de entrada e médios com elétricos e híbridos plug-in, enquanto a GWM atua de SUVs compactos a modelos grandes, picapes e veículos de luxo.
Esse alcance obriga concorrentes a rever preços, equipamentos, garantias e condições de financiamento.

Imagem: Divulgação/BYD
O que o comprador deve observar agora?
O crescimento das chinesas aumenta a oferta de tecnologia, mas a decisão não deve considerar somente o número de equipamentos.
Rede de concessionárias, disponibilidade de peças, seguro, valor de revenda e custo das revisões continuam importantes para comparar propostas próximas.
A GWM também reforça sua posição com produção em Iracemápolis, no interior de São Paulo, e ampliação da linha nacional.
Para o consumidor, o principal efeito é uma disputa mais intensa em faixas antes dominadas por poucas fabricantes, especialmente entre os SUVs híbridos e as picapes médias.
O ranking de julho não encerra a briga com a Caoa Chery. Ele mostra que a décima posição virou uma fronteira móvel e que duas marcas chinesas já têm volume suficiente para disputar espaço diretamente com empresas estabelecidas há décadas no Brasil.
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