A BYD não deixou o Dolphin Mini GL de fora da renovação da linha 2027, mas quem escolher a versão de entrada do elétrico terá apenas uma novidade: a pintura cinza metálica, já conhecida de modelos como King e Song. Segundo concessionários consultados pelo Motor1.com Brasil, na região de São Paulo, o resto da configuração segue como era na linha ainda disponível nas lojas. A fabricante ainda não anunciou oficialmente as mudanças.
O que muda e o que fica
As alterações ajudam a separar melhor as duas versões do hatch. A GS recebe novos pneus Pirelli, o aerofólio traseiro da versão europeia e a opção de interior cinza nas unidades com a nova pintura. Já a GL mantém a proposta mais acessível, com bateria menor e uma lista de equipamentos mais enxuta.
Nas lojas consultadas, a GL também é oferecida para pessoa física por R$ 110 mil, com entrega entre 15 e 19 dias úteis.
Dimensões e mecânica são as mesmas
GL e GS são essencialmente o mesmo carro quando o assunto é tamanho. Ambas têm 3,78 metros de comprimento, 1,71 m de largura, 1,58 m de altura e 2,50 m de entre-eixos. O porta-malas, somente traseiro, comporta 230 litros, o vão livre do solo é de 155 mm e o raio de giro, de 4,95 metros.
A diferença aparece na balança: a GL pesa 1.165 kg em ordem de marcha, enquanto a GS chega a 1.239 kg, uma diferença de 74 kg explicada sobretudo pelo conjunto de baterias maior. O peso bruto total também muda, de 1.575 para 1.655 kg.
Na parte mecânica, as duas versões usam o mesmo motor elétrico síncrono de ímã permanente, instalado no eixo dianteiro, com 75 cv e 13,8 kgfm de torque, associado a uma transmissão de relação única. A BYD declara 14,9 segundos de 0 a 100 km/h e velocidade máxima de 130 km/h para ambas. A suspensão é McPherson na frente e eixo de torção atrás, e os freios são a disco nas quatro rodas, ventilados na dianteira e sólidos na traseira. Não há estepe, apenas kit de reparo.
Bateria e recarga
As duas versões usam a Blade Battery, tecnologia da BYD com química LFP, de fosfato de ferro-lítio. As células são produzidas dentro do próprio grupo pela FinDreams Battery, em vez de vir de um fornecedor externo tradicional.
- GL: conjunto de 30,08 kWh e autonomia de 224 km pelo Inmetro;
- GS: conjunto de 38 kWh e autonomia de 280 km pelo Inmetro;
- Corrente alternada: carregador embarcado de 6,6 kW e conector Tipo 2 nas duas;
- Corrente contínua: entrada CCS2 com até 30 kW na GL e 40 kW na GS;
- V2L: permite retirar energia da bateria de tração para alimentar aparelhos externos.
Momento de vendas
As atualizações chegam quando o Dolphin Mini vive seu melhor momento no país. Em setembro, o hatch registrou 9.385 emplacamentos, novo recorde mensal, e foi o terceiro veículo mais vendido do Brasil, atrás apenas de Fiat Strada e Volkswagen Polo. Foi a primeira vez que o elétrico entrou no pódio geral de vendas. De janeiro a setembro, soma mais de 60 mil unidades, superando com folga Fiat Mobi e Renault Kwid entre os modelos de entrada. No varejo, liderou em setembro com 5.886 unidades, à frente de SUVs como GWM Haval H6 e Volkswagen Tera.
Para o mercado brasileiro, a mudança é pequena, mas reforça a estratégia de diferenciar melhor as versões do modelo mais vendido da BYD no país. A marca foi procurada pelo Motor1.com Brasil, mas não havia respondido até o fechamento da matéria original.
