domingo, 18 de outubro de 2026

Após ser assumida pela Bajaj, KTM desmente rumores de que transferirá produção para a Índia

O CEO da KTM, Gottfried Neumeister, respondeu aos rumores de que a Bajaj pretendia levar a produção da marca de Mattighofen, na Áustria, para a Índia. Segundo ele, há um compromisso claro com a Áustria, e a fabricante continuará produzindo suas motos na sede do país europeu.

Da crise financeira à recuperação

Quem acompanha a KTM sabe que a marca atravessou a pior situação financeira de uma grande fabricante de motocicletas na história recente. O cenário mudou quando a Bajaj entrou em cena no ano passado e concluiu a aquisição da Pierer Mobility AG, controladora da KTM.

Desde então, a fabricante austríaca vem se recuperando. Ela registrou seu primeiro lucro operacional trimestral positivo desde a reestruturação ligada ao processo de insolvência. É razoável supor que isso se deve, em boa parte, às mudanças implementadas pela Bajaj, entre as quais a principal foi uma redução de mais de 50% nos cargos administrativos, com a manutenção da maioria dos trabalhadores da linha de produção.

O que muda e o que fica na Áustria

Mesmo com a melhora, os rumores de transferência da produção continuaram circulando. A resposta de Neumeister, no entanto, vale apenas para parte da linha. Hoje, os modelos 125, 250 e 390 da KTM já são fabricados na planta da Bajaj em Chakan, em Pune, no estado de Maharashtra, na Índia. Portanto, a garantia do CEO se refere às motos de maior cilindrada da marca, que seguem ligadas à Áustria.

Na entrevista à Speedweek, o executivo também afirmou que a KTM tem mais de 440 engenheiros que desenvolvem produtos de alto nível e estabelecem novos padrões.

Bajaj e o esporte a motor

Na mesma entrevista, Neumeister comentou como foi a relação com os novos controladores no campo esportivo. Segundo ele, no início havia pouca compreensão sobre o automobilismo/motociclismo esportivo, já que a Bajaj vem do mundo das motos de uso diário, em que as vendas são impulsionadas pelo preço e outros atributos pesam mais.

  • Foram necessárias várias viagens à Índia para convencer a Bajaj.
  • Sem o apoio da empresa indiana, a KTM não poderia ter assumido seu compromisso com a MotoGP pelos próximos cinco anos.
  • O CEO recebeu sinal verde da alta direção para montar uma equipe independente, de modo que a Bajaj não assumiu a gestão.

Significado para o mercado brasileiro

Para o consumidor brasileiro, o recado é de continuidade: os modelos menores seguem sendo feitos na Índia, enquanto a produção das motos de maior cilindrada permanece na Áustria, segundo o CEO. Com a marca em recuperação e a Bajaj no comando do grupo, a KTM tenta equilibrar a eficiência da controladora com a identidade europeia e esportiva que a tornou conhecida.

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