Reduzir a velocidade na estrada pode ser a chave para fazer viagens mais longas com um carro elétrico sem precisar parar para recarregar. É o que mostra a rotina do editor de arte Fabio Paiva com o BYD Dolphin, unidade do Longa Duração da Quatro Rodas: ao ajustar o ritmo, ele consegue ir e voltar entre Indaiatuba e a capital paulista sem interrupções para carregar a bateria.
O trajeto de 101 km que Fabio já conhece de cor
Fabio mora em Indaiatuba, no interior de São Paulo, e trabalha na Editora Abril, na capital. São 101 km em cada sentido, um percurso que ele já domina. Com o tempo, aprendeu como conduzir o BYD Dolphin para completar a ida e a volta sem precisar parar para recarregar o carro no meio da viagem.
Velocidade cravada no limite: chega mais rápido, mas gasta mais
O cenário mais veloz é rodar no limite da Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), que é de 120 km/h. Segundo o próprio Fabio, nesse ritmo ele chega bem mais rápido ao destino. O preço dessa pressa está na eficiência: o consumo médio pode ultrapassar os 18 kWh/100 km, e o Dolphin entra em São Paulo com 50% de carga.
Com esse nível de bateria na chegada, a volta fica comprometida se o ritmo for mantido. Por isso, nesse cenário, Fabio costuma fazer uma recarga para deixar a bateria com pelo menos 70% antes de pegar a estrada de retorno.
Menos velocidade, menos paradas
O título do relato resume a lição: reduzir a velocidade poupa bateria e também tempo. A conta é simples. Embora andar mais devagar aumente o tempo de deslocamento em movimento, ele evita a parada para recarregar, o que pode compensar o que se perdeu no ritmo mais lento. Foi esse aprendizado, construído no uso diário, que permitiu a Fabio fazer o percurso de ida e volta sem recarga durante a viagem.
O que isso diz ao motorista brasileiro
O caso do Dolphin no Longa Duração ajuda a mostrar como o uso real de um elétrico depende do estilo de condução. Para quem faz trajetos rodoviários frequentes, conhecer o consumo do carro em diferentes velocidades e planejar a viagem pode fazer diferença entre ir direto ou depender de uma parada para carregar. No mercado brasileiro, onde os elétricos ainda estão conquistando espaço, relatos como o de Fabio indicam que a adaptação ao novo tipo de carro passa tanto pela tecnologia quanto pela forma de dirigir.
