Adiar a troca de óleo é um hábito comum, mas o lubrificante não espera: com o uso, ele passa por um processo de oxidação e perde parte da capacidade de proteger o motor. A recomendação de manutenção é trocar a cada 10.000 km ou um ano, e o que importa é o limite que vencer primeiro.
Como o óleo se desgasta com o uso
O desgaste do óleo tem nome: oxidação. É uma reação química que acontece durante o uso do lubrificante e que é acelerada por quatro fatores:
- calor;
- umidade;
- partículas metálicas;
- oxigênio.
Ou seja, o óleo não se desgasta apenas por rodar quilômetros. As condições dentro do motor favorecem esse processo continuamente.
O papel dos aditivos na proteção
O óleo conta com aditivos que retardam a reação de oxidação. O problema é que eles também se degradam com o tempo. À medida que isso acontece, o lubrificante perde parte da capacidade de proteção.
Por isso, passar do prazo de troca significa continuar usando um óleo que já não oferece o mesmo nível de proteção para o motor. É nisso que está o risco de atrasar a manutenção.
Quilometragem ou calendário: vale o que vencer primeiro
O intervalo de troca é definido pela montadora e costuma ser expresso em quilometragem ou em tempo. A regra é simples: vale o que ocorrer primeiro.
Isso tem uma consequência prática para quem usa pouco o carro. Mesmo que o hodômetro avance devagar, é preciso respeitar o limite do calendário. A recomendação de manutenção é a cada 10.000 km ou um ano, e quem roda pouco tende a chegar ao prazo de um ano antes de completar a quilometragem.
O que isso significa para o motorista brasileiro
Para o motorista, o recado é acompanhar os dois marcadores, quilometragem e data da última troca, em vez de olhar só o hodômetro. Anotar a data do serviço e consultar o intervalo definido pela montadora para o seu modelo ajuda a não ultrapassar o limite. Como a perda de proteção vem da oxidação e da degradação dos aditivos, que acontecem também com o passar do tempo, o calendário pesa tanto quanto os quilômetros rodados.
