A Anfavea revisou para cima as expectativas de produção e de vendas de veículos para este ano. A entidade se baseou no desempenho acima do esperado ao fim dos primeiros três trimestres. Esta é uma nova revisão, já que as projeções haviam sido ajustadas em junho. As exportações seguiram o caminho oposto e tiveram as estimativas reduzidas.
Vendas: cenário mais otimista chega a 3 milhões e 99 mil emplacamentos
Nos números mais otimistas, o mercado deve encerrar o ano com 3 milhões e 99 mil veículos emplacados. Isso representa crescimento de 15,2% sobre o resultado de 2025. A projeção anterior apontava alta de 12,1%, com 3 milhões e 14 mil unidades.
Produção sobe, mas com ressalva sobre o tipo de veículo
A expectativa de alta na produção passou de 5,8% para 6,7%, e a projeção revisada é de 2 milhões e 822 mil veículos. O presidente da Anfavea, Igor Calvet, destacou que parte desse volume será de veículos montados a partir de kits CKD e SKD importados, "com baixa densidade produtiva".
Ou seja, o número total de veículos produzidos cresce, mas uma parcela deles vem de kits importados.
Exportações têm projeção rebaixada
As exportações foram revisadas para baixo. A Anfavea agora projeta queda de 17,7%, para 435 mil unidades. Em junho, a expectativa era de recuo de 12,8%, com 461 mil unidades.
Leves puxam a alta, pesados seguem em queda
Os veículos leves, segmento mais volumoso, sustentam as projeções para cima. Para eles, a Anfavea espera:
- alta de 16,4% nas vendas;
- alta de 7,6% na produção;
- queda de 17,6% nas exportações.
Os veículos pesados têm recuo projetado nos três indicadores. A Anfavea não discriminou caminhões e ônibus. As projeções são:
- queda de 6,5% nas vendas;
- queda de 7,6% na produção;
- queda de 18,7% nas exportações.
O que isso significa para o mercado brasileiro
A segunda revisão para cima no ano indica um mercado interno mais aquecido do que a própria entidade previa. O cenário é desigual: os leves avançam em vendas e produção, os pesados recuam, e as exportações perdem fôlego em todos os segmentos. A ressalva de Calvet sobre os kits CKD e SKD também ajuda a ler o crescimento da produção com cautela.
