O Denza B5, SUV híbrido plug-in da marca de luxo da BYD, foi em setembro o modelo premium mais vendido do Brasil, com 646 unidades emplacadas. É a quarta liderança mensal consecutiva. No acumulado de 2026, o modelo soma 3.196 emplacamentos. Ele chegou ao país há alguns meses com a proposta de disputar o público dos SUVs de luxo sem depender de uma marca premium europeia.
Vendas colocam a Denza entre as maiores premium
O desempenho do B5 ajudou a própria Denza a ficar em segundo lugar entre as marcas premium em setembro, com 698 veículos vendidos. Só a BMW ficou à frente, e a marca abriu uma vantagem de 40% sobre a terceira colocada.
No acumulado do ano, a Denza tem 3.258 emplacamentos e aparece em quarto lugar, à frente de Audi, Porsche e Land Rover. O pódio até agora tem:
- BMW, com 10.901 emplacamentos;
- Volvo, com 5.460;
- Mercedes-Benz, com 5.245.
O B5 é o modelo mais vendido da Denza no Brasil. Por tamanho e faixa de preço, ele passou a disputar o cliente que tradicionalmente olharia para os SUVs médios de BMW, Mercedes-Benz, Volvo, Audi ou Land Rover. Ele é maior que esses rivais: tem 4,92 metros de comprimento, 1,97 metro de largura e 2,80 metros de entre-eixos, com porta-malas de 470 litros.
Versões GL e GS: o que muda
O B5 é vendido em duas versões, GL e GS, com diferença de R$ 44 mil entre elas. A parte mecânica é a mesma: sistema híbrido plug-in (PHEV), tração integral elétrica, bateria de 31,8 kWh e potência combinada de 687 cv.
A GL é a porta de entrada, mas já vem bem equipada:
- quadro de instrumentos digital de 12,3 polegadas;
- central multimídia de 15,6 polegadas;
- head-up display e teto solar panorâmico;
- bancos dianteiros elétricos, com memória, ventilação e massagem;
- sistema de som Devialet com 18 alto-falantes.
A GS acrescenta rodas maiores (aro 20, contra aro 18 da GL) e a suspensão hidráulica adaptativa DiSus-P, que varia a altura da carroceria conforme o terreno. Também traz estribos elétricos, bancos com material mais sofisticado e uma tela para o passageiro dianteiro. Com a suspensão, a GS tem vão livre de até 31 centímetros, contra 22 centímetros da GL, o que favorece o uso em trilhas.
Nas duas versões há aquecimento e ventilação dos assentos traseiros, volante aquecido, retrovisor interno digital e dois carregadores de celular por indução de 50W. A cabine também tem uma "geladeira" no console central, que pode refrigerar ou aquecer o conteúdo. Completam o pacote câmera 360°, sensores dianteiros e traseiros e sistemas de assistência à condução.
Motor híbrido e capacidade fora de estrada
O conjunto combina um motor 1.5 turbo a gasolina, de 194 cv e 27,8 kgfm, com dois motores elétricos, um em cada eixo. O do eixo dianteiro rende 272 cv e 36,7 kgfm, e o do traseiro, 387 cv e 40,8 kgfm. O total é de 687 cv e 77,5 kgfm. Mesmo pesando 3.055 quilos, o SUV acelera de zero a 100 km/h em 4,8 segundos.
Como são os motores elétricos que movimentam os eixos, a tração 4x4 dispensa o cardã. Ainda assim, o B5 tem recursos de SUV off-road, como marcha reduzida e bloqueios dos diferenciais. São 16 modos de condução, para lama, areia, neve, rocha e outros terrenos, além da função U-Turn, que reduz o raio de giro em espaços apertados.
Por ser plug-in, o B5 pode rodar como elétrico no dia a dia e usar o motor a combustão quando a bateria estiver baixa ou quando o sistema julgar mais eficiente. A bateria é do tipo Blade, de fosfato de ferro-lítio. O alcance em modo elétrico é de 81 quilômetros na GL e 74 quilômetros na GS. O tanque tem 83 litros, e a autonomia combinada declarada é de 920 quilômetros.
O que o B5 significa para o mercado brasileiro
O B5 começa em R$ 405 mil, faixa em que o consumidor já olha para marcas premium. Segundo a fonte, ele custa menos que um Toyota SW4 topo de linha. Quatro meses seguidos na liderança entre os premium mostram que um SUV chinês já pode ocupar o mesmo espaço de desejo de BMW, Mercedes-Benz, Volvo, Audi e Land Rover. Para a BYD, o modelo é a prova de que sua divisão de luxo consegue causar impacto num território que já foi das fabricantes premium tradicionais.
