sábado, 19 de setembro de 2026

Toyota Hilux a hidrogênio está confirmada, mas terá algumas limitações

A Toyota confirmou a produção de uma inédita picape movida a células de hidrogênio. Trata-se da Hilux FCEV, que está prevista para chegar ao mercado europeu em 2028 e deverá ser oferecida junto a opções com motorização a diesel e elétrica. O anúncio ocorreu durante o Salão Internacional de Transportes (IAA Transportation) em Hannover, Alemanha, nesta semana.

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A fabricante promete que o modelo terá uma autonomia superior a 400 km (WLTP) e capacidade de reboque de até 2.500 kg. Em termos de comparação, a Hilux elétrica tem uma autonomia de 257 km (WLTP) e pode rebocar entre 1.600 e 2.000 kg, dependendo da configuração. A Hilux atual a diesel tem capacidade para rebocar até 3.500 kg.

Toyota Hilux elétrica 2026
<span class="hidden">–</span>Divulgação/Toyota
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Em relação ao design, no teaser revelado pela marca (foto de destaque) a picape média ganhou nova assinatura luminosa, com luzes diurnas segmentadas.

Apesar da inovação, o modelo deverá ser destinado a poucos. Há atualmente 179 postos de abastecimento de hidrogênio em operação na Europa, segundo dados do Observatório Europeu de Hidrogênio.

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Protótipos da Hilux FCEV

Não é de hoje que a Toyota fala em hidrogênio (lembra do Mirai?). Em relação à Hilux, a montadora começou o projeto na picape em 1º de julho de 2022, com a apresentação de alguns protótipos desenvolvidos na fábrica da empresa em Derby, Inglaterra. Para isso, recebeu aporte financeiro do governo do Reino Unido para ajuda com os custos do projeto. Os testes no mundo real foram iniciados em 2024 com dez protótipos.

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<span class="hidden">–</span>Divulgação/Toyota

Mecanicamente, o protótipo da Hilux FCEV recebeu o mesmo conjunto do Mirai. A picape era impulsionada por um motor elétrico de 182 cv e 30,6 kgfm. Com isso, ela desfruta dos principais benefícios dos carros elétricos, como o torque instantâneo, ruído baixíssimo do motor e a emissão zero, já que no final do processo o carro libera apenas água. A autonomia da Hilux nos testes era de 600 km.

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O combustível ficava armazenado em três tanques que somam 7,8 kg de capacidade, situados dentro do chassi de longarinas. Já a pilha com 330 células de combustível era montada sob o eixo traseiro. A bateria de íons de lítio, que armazenava a energia gerada pelas células, ficava localizada abaixo da caçamba, para não diminuir o espaço da cabine. Ainda não se sabe se o modelo de produção seguirá os mesmos princípios.

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<span class="hidden">–</span>Divulgação/Toyota
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