A Toyota confirmou a produção de uma inédita picape movida a células de hidrogênio: a Hilux FCEV. O modelo está previsto para chegar ao mercado europeu em 2028 e será oferecido junto a opções com motorização a diesel e elétrica. O anúncio foi feito durante o Salão Internacional de Transportes (IAA Transportation), em Hannover, na Alemanha, nesta semana.
O que a Toyota promete para a Hilux FCEV
Segundo a fabricante, a Hilux a hidrogênio terá autonomia superior a 400 km no ciclo WLTP e capacidade de reboque de até 2.500 kg. Esses são os números divulgados até agora para a nova versão, que amplia a família da picape com uma alternativa de zero emissões no escapamento baseada em células de hidrogênio.
Como ela se compara à Hilux elétrica
A comparação com a Hilux elétrica ajuda a dimensionar a proposta. A versão a bateria tem autonomia de 257 km (WLTP) e pode rebocar entre 1.600 e 2.000 kg, dependendo da configuração. A versão a hidrogênio, portanto, promete rodar mais e rebocar mais do que a elétrica, de acordo com os dados informados pela Toyota.
- Hilux FCEV (hidrogênio): autonomia superior a 400 km (WLTP) e reboque de até 2.500 kg.
- Hilux elétrica: autonomia de 257 km (WLTP) e reboque de 1.600 a 2.000 kg, conforme a configuração.
- Hilux a diesel atual: capacidade de reboque de até 3.500 kg.
Onde estão as limitações
As limitações citadas no título aparecem justamente na capacidade de reboque. Embora supere a versão elétrica, a Hilux FCEV fica abaixo da atual Hilux a diesel, que pode puxar até 3.500 kg, mil quilos a mais do que os 2.500 kg prometidos para o modelo a hidrogênio. Para quem usa a picape em trabalho pesado, esse ponto pode pesar na escolha entre as motorizações.
O que muda para o mercado brasileiro
Por ora, a Hilux FCEV está prevista apenas para o mercado europeu, em 2028, e não há informação, no material divulgado, sobre uma eventual chegada ao Brasil. Ainda assim, o anúncio mostra o caminho que a Toyota pretende seguir para uma de suas picapes mais importantes: oferecer diesel, elétrico e hidrogênio lado a lado, deixando que cada cliente escolha a solução que melhor atende ao seu uso. Para o consumidor brasileiro, o movimento serve de referência sobre como a marca pensa a transição energética no segmento de picapes.
