A chinesa Jetour anunciou que estreará no rali dos Sertões como patrocinadora da equipe Bianchini Rally/Sportbay. A montadora cedeu oito unidades do Jetour T2 — seu SUV híbrido plug-in topo de linha, com unidades 4×4 recém-lançadas, para a frota de apoio do time na 34ª edição do maior rali das Américas, disputada entre 22 e 30 de agosto.
É a primeira vez que a marca aparece no grid da prova, mas os carros não vão competir: a função é dar suporte logístico ao time, transportando equipamentos e suprimentos entre as especiais e os pontos de apoio ao longo de um roteiro de 3.984 quilômetros, divididos em oito etapas por Goiás, Bahia, Tocantins e Maranhão, com largada e chegada em Goiânia.
“O Sertões é um ótimo laboratório para testar o lançamento”, disse Fabrício Bianchini, fundador da equipe. Segundo ele, os veículos devem reforçar a estrutura oferecida aos competidores em uma prova marcada por longos deslocamentos.

Aposta em uma futura categoria híbrida
Bianchini, que soma 27 participações no Sertões entre motos, UTVs e carros, vê o acordo como um primeiro passo para eletrificar a competição. O piloto lembra que a equipe levou ao rali as primeiras motos a álcool do país, em 2007, e diz esperar que a parceria seja “o início de um novo projeto de carros híbridos para o grid“. A criação de uma categoria específica, no entanto, não está anunciada pela organização da prova.
O que o T2 XWD leva para a terra

Lançado no Brasil em julho, o Jetour T2 XWD 4×4 combina um motor 1.5 turbo a gasolina e três motores elétricos, dois no eixo dianteiro e um no traseiro. A soma da potência instalada dos quatro propulsores chega a 597 cv, com 91,7 kgfm de torque — a Jetour informa não divulgar valores combinados por não haver um padrão oficial de medição adotado no Brasil. A bateria, de 43,24 kWh, é a maior entre os híbridos plug-in vendidos no país, de acordo com a empresa. O SUV custa R$ 339.900 nas primeiras 599 unidades e R$ 349.900 depois.
Para o uso fora do asfalto, o modelo tem oito modos de condução e recursos como o Tank Turn, que reduz em até 20% o raio de giro na terra, e o Modo Rastejamento (Crawl Mode), que administra torque, frenagem e controle de descida em terrenos de baixa aderência. Há ainda um modo que pré-ativa o sistema de arrefecimento antes de trechos de maior exigência, para manter motor e bateria na temperatura de trabalho.

“O Rally dos Sertões é um dos poucos lugares do mundo onde não existe espaço para promessas”, afirmou Henrique Sampaio, diretor de Marketing e Produto da Jetour Brasil. Para o executivo, sustentar a operação da equipe por milhares de quilômetros é a maneira mais direta de comprovar o que a marca apresentou no lançamento do SUV.
